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ESTATUTO SOCIAL DA MISSÃO EVANGÉLICA E APOSTÓLICA NO BRASIL

ESTATUTO DA MISSÃO EVANGÉLICA E APOSTÓLICA NO BRASIL

 CAPÍTULO I

  • DENOMINAÇÃO, SEDE, FINALIDADE E DURAÇÃO

 A MISSÃO EVANGÉLICA E APOSTÓLICA NO BRASIL, com base jurídica no título II do capítulo 1º do artigo 5º,incisos VI,VII e VIII da CF/1988 e pelo Código Civil Brasileiro aprovado pela lei nº 10.406/2002 com base no título II das Pessoas Jurídicas e capítulo I  das leis 10.825/2003 e 11.127 de 28/06/2005.É uma organização religiosa, neste estatuto designada, simplesmente de “Igreja “com carisma: pentecostal, missionário e  evangelístico, comunidade estruturada na bíblia sagrada nos livros Lucas 10,1-20 e Mateus 28,18-20, sem fins lucrativos, constituída de número ilimitado de membros, sem distinção de sexo, nacionalidade, raça, ou cor, com fins não econômicos, com tempo de duração indeterminado, que se regerá por este Estatuto, pelo Regimento Interno (RI) da Igreja, pelas deliberações de Assembleia, pela Declaração de Fé e pelas disposições legais que lhe sejam aplicáveis e fundada oficialmente por Jesus Cristo e conferida essa missão em 30/09/2018 ao missionário: CARLOS ROBERTO DA CRUZ OLIVEIRA.A MISSÃO EVANGÉLICA E APOSTÓLICA NO BRASIL terá sua sede e foro na Rua João Avelino Fauthz, Nº 99, CEP: 07260-280 na cidade de Guarulhos, Estado de São Paulo, República Federativa do Brasil, e poderá manter congregações e trabalhos de missões em qualquer parte do território nacional e do exterior onde for aceita a mesma fé e doutrina inerentes neste estatuto.

  • A MISSÃO EVANGÉLICA E APOSTÓLICA NO BRASIL terá por finalidade:
  • Criar programas de confraternização, incluindo beneficentes.
  • Discipular os novos convertidos ao Senhor Jesus Cristo, batizar os novos crentes por imersão as águas, promover escolas bíblicas, seminários, congressos, simpósios, cruzadas evangélicas, encontros: de casais, de jovens, de adolescentes e de crianças, fazer evangelismo e atuar em diversas missões e outras atividades espirituais que vise  à expansão do Reino de Deus em todo o mundo.
  • Estimular a comunhão e a fraternidade entre seus membros, congregados e demais Igrejas.
  • Fazer discípulos, preparar e enviar obreiros para trabalhar em missões da obra de Deus no Brasil e no exterior.
  • Pregar o evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo e ensinar a Palavra de Deus, no Brasil e no mundo onde houve aceitação da organização religiosa.
  • Proporcionar o ensino de outras línguas aos obreiros que irão trabalhar em outros países.
  • DOS ORGÃOS ADMINISTRATIVOS DA IGREJA

 Para a consecução de suas finalidades, a Igreja organizará departamentos conforme suas necessidades. São órgãos da Igreja na sua fundação:  I)Diretoria Executiva.

  • DA ASSEMBLEIA DA IRMANDADE

 A Assembleia Geral Deliberativa é o órgão máximo e soberano da Igreja e será constituída pela irmandade em pleno gozo de seus direitos. Reunir-se-á anualmente no mês de novembro, para tomar conhecimento das ações da Diretoria Executiva e extraordinariamente, quando devidamente convocada. Funcionará em primeira convocação com a maioria absoluta de seus membros e em seguida convocação, meia hora após a primeira com qualquer número, deliberando pela maioria simples dos votos dos presentes, salvo previsto neste estatuto, tendo as seguintes prerrogativas:

  1. Fiscalizar os administradores da Igreja, na consecução de seus objetivos;
  2. Eleger e destituir os membros da diretoria executiva;
  3. Aprovar o regimento interno que regularmente as diretrizes e os vários setores de atividades da Igreja;
  4. Deliberar sobre a previsão orçamentária e prestação de contas;
  5. Analisar e deferir o planejamento de trabalho do período seguinte;
  6. Reformular o estatuto;
  7. Deliberar quanto à dissolução da Igreja;
  8. Adquirir bens móveis e imóveis;
  9. Alienar ou onerar bens móveis, imóveis semoventes.
  • As assembleias gerais poderão ser ordinárias ou extraordinárias e serão convocadas pelo Presidente ou por 1/5 dos membros mediante edital fixado na sede social da Igreja, com antecedência mínima de 10 (dez) dias de sua realização, onde constará: local, dia, mês, ano da primeira e segunda chamada, ordem do dia e o nome de quem a convocou.
  • Quando a assembleia geral for convocada pelos membros deverá o Presidente convocá-la no prazo de 3 (três) dias, contados da data entrega do requerimento, que deverá ser encaminhado ao presidente através de notificação extrajudicial. Se o Presidente não convocar a assembleia, aqueles que deliberam por sua realização, farão a convocação.
  • Serão tomadas por escrutínio secreto as deliberações que envolvam eleições da diretoria e o julgamento dos atos da diretoria quanto à aplicação de penalidades.
  • DA IRMANDADE

 A Igreja, contará com número ilimitado de membros distinguido em cinco categorias:

  1. MEMBROS FUNDADORES: são os que ajudaram na fundação da Igreja e são relacionados na ata de fundação.
  2. MEMBROS BENEMÉRITOS: os que contribuem com donativos e doações.
  3. MEMBROS DIZIMISTAS: são os que contribuem com os dízimos mensais.
  4. MEMBROS HONORÍFICOS: são os que prestam relevantes trabalhos a Igreja.
  5. MEMBROS CONGREGADOS: são os que frequentam a Igreja, mas não se credenciam como membros batizados.

DA ADMISSÃO DOS MEMBROS

 A admissão dos membros se dará independente de classe social, nacionalidade, sexo, raça, cor, desde que aceite os ensinamentos de Nosso Senhor Jesus Cristo, fundamentado nas Santas Escrituras, o estatuto social e os regulamentos internos da Igreja e no caso de menor de dezoito anos, autorização dos pais ou responsáveis, devendo o membro interessado preencher ficha de inscrição na secretaria da Igreja, que a submeterá à Diretoria Executiva e uma vez aprovada, terá o seu nome imediatamente lançado no livro da irmandade, com indicação de seu número de matrícula e categoria à qual pertence.

  • 1º- Pelo batismo em água (na forma de imersão), conforme a Declaração de Fé da Igreja;
  • 2º- Por testemunho, aclamação; e
  • 3º- Por carta de transferência de Igreja da mesma fé e ordem.
  • 4º- No ato de admissão, em Assembleia Geral, o novo membro receberá, contra recibo, um exemplar do Estatuto, do Regimento Interno e da Declaração de Fé, e prometerá cumprir a doutrina da Igreja e assumir os objetivos do grupo.
  • 5º- Se o novo membro for admitido na categoria de agregado, apresentará autorização de seu representante legal.
  • DA DEMISSÃO VOLUNTÁRIA DO MEMBRO

 É direito do membro afastar-se da Igreja quando julgar necessário, comunicando sua vontade a Diretoria Executiva.

  • DA EXLUSÃO DO MEMBRO

O desligamento de qualquer membro será instaurado, processada e concluída pela diretoria executiva. A exclusão do membro se dará nas seguintes questões:

  1. Desrespeito às leis de Deus;
  2. Desrespeito a este estatuto e regulamento interno da Igreja;
  3. Desvio dos bons costumes;
  4. Conduta duvidosa, atos ilícitos ou imorais.
  5. O abandono à Igreja, sem qualquer comunicação, por um período igual ou superior a 36 meses;
  6. A rebeldia contra a administração da Igreja;
  7. O ato de insubordinação às decisões de Assembleia Geral, da Diretoria Executiva.
  8. O roubo ou o furto qualificado.
  9. Se a falta grave para justificar a destituição não constar do Estatuto, nem da Declaração de Fé, a destituição  poderá ainda ocorrer se for reconhecida a existência de motivos graves, em deliberação fundamentada, pela maioria absoluta dos membros, com direito a votos, presentes à Assembleia Geral especialmente convocada para esse fim.
  10. Nenhum direito patrimonial, financeiro ou econômico caberá ao membro excluído, desistente, apostata, nem mesmo o direito à restituição de dízimos, oferta ou doações que tenha feito à Igreja.
  • SÃO DEVERES DOS MEMBROS

Comparecer e votar nas ocasiões das eleições;

  1. Contribuir financeiramente com o programa orçamentário da Igreja;
  2. Cumprir e fazer cumprir o estabelecido no Estatuto, no Regimento Interno e nas decisões da Assembleia Geral e da Diretoria;
  3. Defender o patrimônio e os interesses da obra do Senhor;
  4. Denunciar qualquer irregularidade cerificada dentro da Igreja, para que a Assembleia Geral tome providencias.
  5. Ouvir e ser ouvido pela diretoria e pela assembleia.
  6. Viver de acordo com a doutrina e pratica da Palavra de Deus, honrando  e propagando-a para todos os povos;
  7. Zelar pelo bom nome da Igreja;
  8. Zelar pelo patrimônio moral e material da Igreja.

SÃO DIREITOS DOS MEMBROS

 A MISSÃO EVANGÉLICA E APOSTÓLICA NO BRASIL, não deverá fazer acepção de pessoas por orientação sexual em relação a pertencer à Igreja e a participar dos cultos e celebrações religiosas. Serão livres conforme preceitua as leis civis do país. E nem dará parecer sobre o tema ficando neutra a esse respeito, sendo que cada um deve agir conforme a sua consciência. Entretanto todo aquele que quiser exercer cargos ministeriais deverá atender aos preceitos da bíblia sagrada. (1Tessalonicenses 4,3-12).São direitos dos membros, quites com suas obrigações espirituais e com a tesouraria da Igreja:

  1. Votar e ser votado em qualquer cargo da Diretoria Executiva e a exercer ministério na Igreja;
  2. Gozar dos benefícios oferecidos pela Igreja na forma prevista neste estatuto;
  3. Recorrer á Assembleia Geral contra qualquer ato da diretoria;
  4. Participar das Assembleias Gerais da Igreja e de todas as suas atividades;
  5. Ter acesso aos livros contábeis, balancetes financeiros, movimentação de membros e demais documentos da Igreja;
  6. Os membros incapazes não poderão ser votados para cargos de diretoria da Igreja e nem exercer ministério na Igreja.

DAS APLICAÇÕES DAS PENAS

As penas serão aplicadas pela Diretoria e poderão constituir-se em:

  1. Advertência por escrito;
  2. Suspensão de 30 (trinta) dias até 24 (vinte e quatro) meses;
  • Eliminação da irmandade.

Parágrafo único: Ao acusado será assegurado prévia e ampla defesa, cabendo-lhe recurso em última instância à Assembleia Geral.

CAPÍTULO II

  • DA DIRETORIA

A diretoria Executiva da Igreja, se comporá de quatro membros assim discriminados: Presidente, Vice Presidente, Secretário e Tesoureiro. E reunir-se ordinariamente a cada mês e extraordinariamente quando houver convocação da maioria dos membros.

  • COMPETE Á DIRETORIA

Dirigir a Igreja de acordo com o presente estatuto e as leis de “Deus”, administrar o patrimônio social, promovendo o bem geral da irmandade;

  1. Cumprir e fazer cumprir o presente estatuto e as demais decisões da Assembleia Geral;
  2. Promover e incentivar a criação de comissões com a função de desenvolver cursos religiosos, profissionalizantes e atividades culturais;
  3. Representar e defender os interesses de seus fiéis;
  4. Elaborar o orçamento anual;
  5. Apresentar a Assembleia Geral na reunião anual o relatório de sua gestão e prestar contas referentes ao exercício anterior;
  6. Admitir pedido de admissão de membros;
  7. Acatar pedido de demissão voluntária de membros.

Parágrafo único: As decisões da diretoria deverão ser tomadas por maioria dos votos, com a participação garantida da maioria simples dos seus membros, cabendo ao Presidente em caso de empate o voto de Minerva.

  • COMPETE AO PRESIDENTE

Apresentar a Assembleia Geral Extraordinária relatórios financeiros solicitados em caráter de urgência, através de Assembleia Geral Extraordinária especialmente convocada para este fim, com antecedência mínima de 30 (trinta) dias, por requerimento de 10% (dez por cento) dos fiéis, que especificarão os motivos da convocação;

  1. Contratar funcionários ou auxiliares especializados, fixando seus vencimentos, podendo licenciá-los, suspendê-los ou demiti-los;
  2. Convocar Assembleias Ordinárias e Extraordinárias;
  3. Convocar e presidir as reuniões da Diretoria Executiva;
  4. Criar departamentos patrimoniais, culturais, sociais, de saúde e outros que julgar necessários ao cumprimento das finalidades sociais, nomeando e destituindo os respectivos responsáveis.
  5. Juntamente com o tesoureiro abrir e manter contas bancárias, assinar cheques e documentos contábeis;
  6. Organizar um relatório contendo balanço do exercício financeiro e os principais eventos do ano anterior, apresentando-o à Assembleia Geral Ordinária;
  7. Representar a Igreja ativa e passivamente, perante os Órgãos Públicos, Judiciais e Extrajudiciais, inclusive em juízo ou fora dele, podendo delegar poderes e constituir advogados para o fim que julgar necessário.
  • COMPETE AO VICE-PRESIDENTE
  1. Substituir legalmente o Presidente em suas faltas e impedimentos e presidir comissões criadas pela Diretoria Executiva;
  2. Substituir o Secretário em suas faltas e impedimentos;
  3. Substituir o Tesoureiro em suas faltas e impedimentos.

Parágrafo Único – Em caso de vacância, de qualquer um dos cargos acima referidos, caberá ao Vice Presidente, acumular o cargo vago, até próxima eleição por parte da Assembleia Geral.

COMPETE AO SECRETÁRIO

  1. Apresentar a Diretoria Executiva, quando solicitado pelo Presidente, relatório relativo ao seu departamento.
  2. Cuidar da movimentação de membros.
  3. Dirigir e supervisionar todo o trabalho da Secretária;
  4. Dirigir o departamento social, promovendo o seu perfeito funcionamento e entrosamento, buscando recursos financeiros, junto a Iniciativa Privada e Órgãos Municipais, Estaduais e Federais;
  5. Elaborar, promover e executar os eventos culturais da Igreja;
  6. Elaborar, promover e executar os eventos sociais da Igreja;
  7. Manter a ter sob guarda o arquivo da Igreja;
  8. Manter em boa ordem os arquivos da Secretaria, e
  9. Redigir a correspondência da Igreja; 
  10. Redigir as Atas da Assembleia Geral, das reuniões da Diretoria Executiva;
  11. Redigir e manter transcrição em dia das atas das Assembleias Gerais e das reuniões da Diretoria.
  • COMPETE AO TESOUREIRO
  1. Apresentar a Diretoria Executiva, quando solicitado pelo Presidente, relatório relativo ao seu departamento
  2. Apresentar os balancetes semestrais e balanço anual;
  3. Apresentar o movimento da Tesouraria à Assembleia Geral, quando solicitado.
  4. Assinar com o Presidente, os cheques;
  5. Efetuar pagamentos autorizados e recebimentos autorizados pela diretoria;
  6. Fazer anualmente a relação dos bens da Associação, apresentando-a quando solicitado em Assembleia Geral;
  7. Manter em boa ordem os livros e documentos contábeis, e
  8. Manter em contas bancárias, juntamente com o presidente, os valores da Igreja, podendo aplicá-lo, ouvida a diretoria;
  9. Supervisionar o trabalho da tesouraria e contabilidade.
  • DO MANDATO

 As eleições para a Diretoria Executiva realizar-se-ão de 4 (quatro) em 4(quatros) anos, por chapa de candidatos: Vice-presidente, Tesoureiros e Secretários, apresentada à Assembleia Geral, podendo seus membros ser reeleitos por igual.

  1. O Presidente fundador agregará em si todos os títulos e os principais: Pastor Presidente e Missionário, em virtude de seu cargo, será o Presidente da Igreja em caráter indeterminado e após a sua gestão será eleito em conclave o novo missionário presidente que deverá ser eleito e escolhido entre todos os membros do corpo ministerial.
  2. Ao assumirem seus mandatos, os membros da Diretoria assinarão “Termo de Posse e Contrato de Prestação de Serviço Voluntário,” comprometendo-se ao exercício de seus mandatos nos limites dos poderes que lhes sejam conferidos pela Igreja em seu Estatuto.
  • DA CONVOCAÇÃO

 A eleição para a Diretoria Executiva será convocada pelo Presidente da Diretoria Executiva, mediante edital fixado (ou outra forma de publicidade prevista no Edital) na sede social da Igreja, com antecedência mínima de 30 (trinta) dias do término dos seus mandatos, onde constará: local, dia, mês, ano, hora da primeira e segunda chamada, ordem do dia.

Parágrafo único – Pode ser eleito, todo membro maior de 18 (dezoito) anos, quites com as obrigações espirituais, de formação eclesiástica, acadêmicas e estar inscrito na Igreja o pelo menos 24 (vinte e quatro) meses.

  • DA PERDA DO MANDATO

 A perda da qualidade de membro da Diretoria Executiva, será determinada pela Diretoria Executiva, sendo admissível somente havendo justa causa, assim reconhecida em procedimento disciplinar, quando ficar comprovado:

  1. Abandono do cargo, assim considerada a ausência não justificada em 03 (três) reuniões ordinárias consecutivas, sem expressa comunicação dos motivos da ausência, à secretaria da Igreja;
  2. Aceitação de cargo ou função incompatível com o exercício do cargo que exerce na Igreja.
  3. Conduta duvidosa, atos ilícitos ou imorais;
  4. Desrespeito a este estatuto e regulamento interno da Igreja;
  5. Desrespeito às leis de “Deus”;
  6. Desvio dos bons costumes;
  7. Malversação ou dilapidação do patrimônio social da Igreja;
  • 1º- Definida a justa causa, o diretor ou conselheiro será comunicado, através de notificação extrajudicial, dos fatos a ele imputados, para que apresente sua defesa prévia à Diretoria Executiva, no prazo de 30 (trinta) dias, contados do recebimento da comunicação;
  • 2º- Após o decurso do prazo descrito no parágrafo anterior, independentemente da apresentação de defesa, a representação será submetida à Assembleia Geral Extraordinária, devidamente convocada para esse fim, onde será garantido o amplo direito de defesa.

DA RENÚNCIA

 Em caso renúncia de qualquer membro da diretoria ou conselho, o cargo será preenchido pelos suplentes quando houver.

  • O pedido de renúncia se dará por escrito, devendo ser protocolado na Secretária da Igreja; que no prazo de 60 (sessenta) dias no máximo, da data do protocolo, o submeterá a deliberação da Assembleia Geral;
  • Ocorrendo renúncia coletiva da Diretoria, qualquer dos fieis poderá convocar a Assembleia Geral que elegerá uma comissão eleitoral de 05 (cinco) membros, que administrará a entidade, fará realizar novas eleições no prazo de 60 (sessenta) dias. Os membros eleitos nestas condições complementarão o mandato dos renunciantes.
  • DA REMUNERAÇÃO

 A Diretoria Executiva, ou qualquer outro cargo e função ministerial na Igreja, será remunerado, sendo apenas ressarcidos de despesas feitas, e comprovadas legalmente, a serviço da Igreja. A Diretoria Executiva da Igreja, não perceberão nenhum tipo de remuneração de qualquer espécie ou natureza pelas suas atividades exercidas na Igreja.

  • DA RESPONSABILIDADE DOS MEMBROS

Os membros, mesmo que investidos na condição de diretores ou membros do corpo ministerial não respondem, nem mesmo subsidiariamente pelos encargos e obrigações sociais da organização religiosa.

  • DO PATRIMÔNIO

 O patrimônio da Igreja será constituído:

  1. Dos dízimos e ofertas dos membros;
  2. Das doações, legados, bens e valores adquiridos e suas possíveis rendas e arrecadação feita pela Igreja, através de festas e outros eventos, desde que revertidos totalmente em beneficio da Igreja;
  3. Dos alugueis de imóveis e juros de títulos ou depósitos.
  • DA VENDA

Os bens imóveis e móveis poderão ser vendidos mediante autorização de Assembleia Geral especialmente convocada para este fim e o valor apurado, ser totalmente revertido ao patrimônio da Igreja.

  • DA REFORMA ESTATUTÁRIA

O presente Estatuto poderá ser reformado no tocante à administração, no todo ou em parte, a qualquer tempo, por deliberação da Assembleia Geral, especialmente convocadas para este fim, composta pela irmandade quites com dizimo e suas obrigações espirituais, não podendo ela deliberar sem voto concorde de dois terços dos presentes, sendo primeira chamada, com a maioria absoluta da irmandade e em seguida chamada, uma hora após a primeira, com um terço dos presentes.

  • DA DISSOLUÇÃO

 A Igreja, poderá ser dissolvida a qualquer tempo, uma vez constatada a impossibilidade de sua sobrevivência, face ao desvirtuamento de suas finalidades religiosas, ou incapacidade por carência de recursos financeiros e humanos, por deliberação da Assembleia Geral, especialmente convocada para este fim, composta pela irmandade quites suas obrigações espirituais, não podendo ela deliberar sem voto concorde de dois terços dos irmãos presentes, sendo primeira chamada, com a maioria absoluta da irmandade e em segunda chamada, uma hora após a primeira, com 1/3 (um terço) da irmandade.

Parágrafo único – Em caso de dissolução social da Igreja, liquidado o passivo, os bens remanescentes, serão destinados à outra entidade religiosa congênere, com personalidade jurídica comprovada, com sede e atividade preponderante nesta capital.

  • DO EXERCÍCIO SOCIAL

 O exercício social terminará em 31 de dezembro de cada ano, quando serão elaboradas as demonstrações financeiras da Igreja, de conformidade com as disposições legais.

  • DOS COMPROMISSOS DA ORGANIZAÇÃO RELIGIOSA

A Igreja se dedicara às suas atividades através de seus administradores e fieis, e adotará práticas de gestão administrativas, suficientes a coibir a obtenção de forma individual ou coletiva de benefícios ou vantagens, lícitas ou ilícitas de qualquer forma, ou em decorrência da participação nos processos decisórios.

  • DAS DISPOSIÇÕES GERAIS

A Igreja, não distribui lucros, bonificações ou vantagens a administradores, membros, mantenedores, sob nenhuma forma ou pretexto, e sua renda será aplicada na Igreja, em beneficio da irmandade, no território nacional.

  • A Igreja é soberana em suas decisões, não estando subordinada a qualquer congênere ou entidade religiosa, respeitando e observando as leis vigentes no país.
  • A Igreja poderá criar tantos ministérios, que concorram para a formação moral e religiosa dos seus membros e diploma-los e credencia-los com títulos e funções como de: missionários, evangelistas, diáconos, evangelistas e pastores que poderão ser exercidos por ambos os sexos.
  • Caberá à Igreja matriz gerenciar todos os movimentos financeiros e econômicos das filiais e compreendem-se como filiais as Igrejas que são subordinadas a Igreja sede.
  • As filiais passarão a ser subordinadas e gerenciadas por este estatuto depois de registrado no cartório competente.
  • Fica vedado as filiais fazerem quaisquer operações estranhas, tais como: levantar membros para o ministério ou diretoria local, penhorar, outorgar procurações, vender bens patrimoniais, bem como registar em cartório das pessoas jurídicas: atas ou estatuto, sem ordem por escrito do presidente em exercício e da diretoria executiva da Igreja Matriz, sob pena de nulidade e se serem embargados.
  • As filiais deverão mensalmente prestar conta de seu movimento financeiro á tesouraria da matriz e todas as despesas deverão ser devidamente comprovadas, pois toda a arrecadação deve vir para a caixa central, ou ser depositado na conta corrente da Igreja.
  • Todas as despesas das filiais, subtraídas as operacionais, tais como: aluguel e taxas serão pagas pelo recurso da filial. E as outras despesas não operacionais para serem efetuadas deverão ter a anuência da diretoria executiva da Igreja.
  • DAS OMISSÕES

 Os casos omissos no presente Estatuto serão resolvidos pela Diretoria Executiva e referendados pela Assembleia Geral.

Parágrafo-único: Fica eleito o fórum de Guarulhos/SP para resolver questões oriundas deste estatuto.

Guarulhos, 30 de setembro de 2018.

Assinado diretoria executiva

SEJAM BEM VINDOS EM NOME DO SENHOR JESUS!

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I – A CAPELANIA PRISIONAL

  • O que é Capelania Prisional?

A capelania prisional é uma função desempenhada por uma pessoa vocacionada e que sente em atender a um apelo divino para dar suporte espiritual e até material naquilo que é permitido pela legislação como: assistência jurídica, previdenciária, educacional. Essa assistência é extensiva também aos seus familiares.

  • Qual o objetivo principal da Capelania Prisional em sua opinião?

O objetivo principal é ser luz no meio das densas trevas que cobre uma prisão. É como se estivesse uma lâmpada em meio a uma noite de lua nova.

O objetivo do da capelania prisional é ser um instrumento que de apoio para preso que já é atormentado por um sistema opressor e que lucra milhões por mantê-los em condições sub-humanas. Sabemos que os investimentos são desviados devido à corrupção. Errar é humano, mas os presídios brasileiros são universidades do crime e em vez dos presos serem reciclados e devolvidos a sociedade ocorre o contrário acabam preparando mestres e doutores no crime.

Nenhum ser humano que é tratado como tamanho desrespeito pode conseguir avaliar a sua vida sem ajuda de pessoas que estão fora daqueles muros e grades. E a capelania prisional tem essa missão de ser um elo e staff entre eles e o mundo e muito mais dando-lhes uma assistência espiritual e fazê-los sentir que são pessoas e não animais irracionais.

  • Dentre as várias atribuições, comente sobre a que você julga ser a mais relevante.

“Manter presença junto aos detentos, procurando oferecer toda solidariedade, conforto humano e espiritual, respeitando a individualidade e as convicções religiosas de cada um.”

Penso que essa seja uma atribuição bem abrangente, pois engloba os aspectos humanos e espirituais. E as pessoas neste contexto de confinamento precisam de ambas as ajudas.

Como diz Tiago: não basta dizer para quem está com fome vá em paz sem dar-lhe pão ou blusa para aquecer do frio, mas é necessário procurar suprir as necessidades dos presos em conformidade com a legislação vigente.

Se sua necessidade é o suprimento a suas famílias, então o trabalho da capelania deve buscar dentro da lei os meios de auxiliar o tal preso. E assim por seguinte e enfim devemos oferecer e demonstrar a eles que existe vida além dos grilhões e que ele pode um dia a sair do seu estado atual e fazer parte de um novo.

E estimulá-lo a não se contaminar com a opressão maligna e do sistema prisional e deve buscar o auxílio de Deus para ser vencedor em tudo e que tudo tem um fim  e que esse momento pode ser temporal ou ainda que não seja possível mais sair de lá, ele deve ter a certeza que a sua alma é livre e que ela pertence a Deus e que diante do Senhor ele poderá viver eternamente livre e perdoado de toda essa tribulação.

(Fonte: Missionário Oliveira)

O SISTEMA PRISIONAL BRASILEIRO

  • Qual a sua compreensão acerca dos presídios no Brasil?

 Os presídios brasileiros são alimentados por um sistema corrupto e opressor que em vez de reciclar a conduta por preso, cria um conceito de selvageria em que um no reconheça no outro que seja semelhante como a si mesmo.

 

O sistema de punições é arcaico e do regime militar. Poucos que vivem em um sistema de sobrevivência conseguem se adaptar a essa realidade fora dos muros. Sofrem a todos os tipos de maus tratos como: são estuprados, ameaçados de morte, mortos, são extorquidos, convivem com um ambiente pesado e desumano.

 

Sabemos que muitos que atuam na área de segurança pensam que fazer e prestar uma boa segurança são ser ignorante e utilizar de métodos de força para trata-los como se fosse verdadeiros animais.

 

Não precisamos ir até as prisões para observamos como é os presídios brasileiros, qualquer cidadão que cair em uma delegacia e não tiver dinheiro para custear um advogado para defendê-lo ou não ser uma pessoa esclarecida dos seus direitos e deveres já pode receber maus tratos antes mesmo de ser confinadas as grades.

 

Em um ambiente de prisão o preso sabe logo qual a sua posição no espaço em que esta: pessoas cheias de poder para agir e outras sem direito a nada. Claro que estamos referindo a prisões de pessoas pobres, pois os de capital estão em prisões que não diferenciam muito de seus lares.

 

Por um lado não devemos esquecer que tudo nesta nação é motivo para desviar verba e as prisões não seriam exceção, pois sabemos que os recursos não são aplicados adequadamente. Se fossem permitiriam uma estrutura com melhor qualidade e que desse suporte ao preso e preparava-o para a ressocialização.

 

O sistema opressor e corrupto quer que as prisões realmente continuem como estão, pois mais e mais verbas serão destinadas a essa finalidade e tudo continuará no mesmo ciclo vicioso.

 

O clima hostil deste ambiente prepara pessoas para serem piores do que eram e torna uma verdadeira lei da selva, questão de sobrevivência, seria: “a ação e a reação.”

  •  Qual o maior problema na sua compreensão do sistema prisional?

 

As superlotações seria um destes problemas e claro que não devemos esquecer que esses locais estão grandes multidões e não há uma infraestrutura adequada para atender a essa demanda do mercado.

 

Falta investimento sério em segurança e nos meios de como conduzir esses trabalhos. Não só preso deveria ser requalificado mais todo o sistema prisional: leis, agentes, capelania e os meios de trabalho.

 

Não podemos pensar que estamos em um regime militarista ainda que seja necessária a força de armas e das policias militar, agentes da muralha, escolta e tantos outros que auxiliam no desempenho destas atribuições. Todos deveriam pensar que estamos mexendo com pessoas. E que um dia essas mesmas pessoas que estamos atuando sobre elas podem reingressar a sociedade e então o que estará diante de nós? Uma pessoa que esta disposta a renascer de novo e que teve tempo de pensar e refletir nos seus erros ou alguém que se se especializou ainda mais no crime e que aprendeu novas táticas para ampliar as suas más condutas. Enfim, violência gera mais violência e não o contrário.

 

Dar para corrigir de uma maneira mais humana e fraterna, sem fazer o ser humano esquecer que é ser humano. Devem-se mostrar valores que ele não reconhecia e que esse tempo na prisão deve ser de reflexão e não meios de tornar pior do que já eram.

 

 Há uma determina palavra que diz assim: “vocês transformam os filhos do inferno, pior do que eles já eram”. E é a cara de muitas unidades prisionais do Brasil e do mundo.

(Fonte: Missionário Oliveira).

O PERFIL DO PRESO

1)      Qual a sua compreensão sobre o perfil sócio-econômico-educacional-religioso do preso?

 Social:

 

O perfil social do preso é alarmante, pois devido ao tratamento que ele recebe entre os funcionários que o mantem ali e o convívio com os demais presos nem sempre permite que ele tenha uma boa sociabilidade. Sabemos que eles vivem sob uma forte opressão que causa e cria uma pessoa amarga, revoltada e reprimida devido aos maus tratos recebidos.

 

 Econômico:

 

O preso em si não tem renda propriamente seu o que recebe é o que lhe é concedido pelo estado ou por parentes ou entidades que doam desde que aceita a sua entrada. Os presos em regime semiabertos tem liberdade de trabalhar em empresas que mantem convênio com o sistema penitenciário. Esse trabalho pode ser realizado dentro ou fora das prisões. O valor recebido fica com a família ou depositado em conta do titular.

 

Educacional:

 

O analfabetismo é muito grande fora das prisões brasileiras e dentro é apenas o reflexo desta situação. Todavia para aqueles que querem mudar de vida é possível estudar e obter até diploma a nível universitário de dentro das prisões.

 

Certa vez em um programa de TV mostrava um ex-presidiário que as pessoas eram obrigadas a chama-lo de doutor. Esse advogado estudou e só defendem presidiários, pois ele já experimentou na pele de passar por anos atrás das grandes e conhecia bem a realidade prisional e procurava agora dentro das leis defenderem aqueles que necessitam dos seus serviços assim que conseguiu voltar ao convívio natural.

 

Não sei se todas as detenções oferecem esse beneficio e direito ao preso, mais aquelas que tem o serviço, quem quer aproveitar o tempo para aplicar a cultura e a educação é uma boa oportunidade para rever os seus atos e agregar valor a sua vida.

 

Religioso:

 

O lado religioso é um direito do preso e claro deve-se preservar a individualidade de escolha de cada preso. Todavia a religião dentro das prisões podem ser vistas sobre dois ângulos: negativa e positiva.

 

·         Negativa: muitos presos estão sendo aconselhados e incentivados por advogados, famílias e amigos a se tornarem crentes (cristãos evangélicos), por que assim podem reduzir as suas penas por boa conduta. Dentro das prisões também há o domínio de facções criminosas como: PCC e Comando Vermelho e outros que controlam o crime organizado. Conforme informações da polícia a qual muitos já foram os meus professores e membros da família que são integrantes dela. Muitos presos estão se tornando crentes não por amor ou conversão a Deus, mas como uma forma de sair logo de lá. E essas facções internamente até permitem que quem não quiser fazer parte destes grupos e quiser ser crente, eles até permitem mais a pessoa vai ser crente todos os dias da sua vida, ou seja: se sair é juramentada de morte.

·         Positiva: é uma excelente oportunidade para a pessoa buscar a Deus ou conhecer a Deus e muitos foram salvos e aceitaram o Senhor. Ela proporciona um renovo espiritual e até material.

 

2)      Na sua avaliação é possível ocorrer a ressocialização dos presos? Quais as suas sugestões para que isto ocorra?

 

Sim, para acontecer a ressocialização é necessário antes de tudo que a pessoa queira ser ressocializado. Ninguém pode ajudar a ninguém se ela mesma não quiser ser ajudado.

 

Mas para que isso ocorra segue algumas sugestões:

Mais participação da sociedade;

  • Condições mais humanas;
  • Tratamento diferenciado pelo tipo de preso: alta periculosidade media e leve. Sim, pois não deve colocar pessoas que cometem coisas banais se misturar com presos profissionais de crimes organizados.
  • Reciclagem para todos os que participam do sistema prisional e faze-los sentir e perceber que estão mexendo com pessoas e pensar em ressocializar os presos e não criar animais predadores.
  • Não é só preso que precisa ser reeducado mais quem administra e trabalha com esses presos e atende a toda a sociedade envolvida neste problema, para adquiram modos menos hostilizados e desumanos. Não me refiro que deva haver falta de segurança, mas dar para prestar segurança sem humilhar a família do preso ou mesmo o próprio preso que já esta confinada a viver nas grades.
  • Evitar os abusos de autoridades e de agentes penitenciários com as famílias e outros agentes que prestam serviço voluntário. As condutas de muitos são desrespeitosas até mesmo com aqueles que não têm nada a ver com o problema. Alguns são mal educados, grosseiros, agressivos, utilizam de abuso de autoridade no atendimento como se fossem os donos da verdade e inatingíveis.
  • Melhorar o sistema de revista de um modo mais eficiente e sem que agrida tanto quem quer visitar ou prestar algum serviço voluntário. O correto seria investir em meios mais adequados de revista e de detector de coisas ocultas como os raios-X dos aeroportos. Ninguém precisa ficar pelado na revista do aeroporto e os que vemos nas prisões são pessoas sendo constrangido de todo o modo e muitas vezes sem necessidade.
  • Trata o preso como gente e não como animal. Preservando o direito á vida e a sua dignidade humana.
  • Errar é humano, mas devemos oferecer condições para as pessoas se ressocializarem e não me refiro a criminosos profissionais que vivem do crime. Talvez esses não queiram mudar de vida afinal é uma profissão ou algo doloso e não um fato culposo.
  • Separar os presos que são profissionais do crime daqueles que estão lá por uma incidente da vida.(Fonte: Missionário Oliveira)

O CAPELÃO PRISIONAL

1)      Dentre as características do capelão prisional comente duas que você julga serem as mais importantes.

 

Todas as 13 características são importantes entre elas às duas que mais chamou a minha atenção foram:

 

Ø  Ter fé, crer que o Senhor é capaz de operar:

 

É primordial que a pessoa tenha fé e se tratando de um capelão de origem cristã ter a certeza e a confiança que o Senhor é capaz de operar.

 

Gostaria de fazer uma observação sobre os vídeos postados que serve para essa característica. Nos vídeos foram feitos uma analogia sobre os presos bíblicos em que foram citados o próprio Jesus, Jeremias e José. Devemos lembrar que na situação da prisão de Jesus e de Jeremias elas têm carácter totalmente espiritual e religioso. A de José do Egito mistura a sua fidelidade a Deus e acaba em exaltação material.

 

Muitas prisões hoje são efetuadas por roubo a mão armada ou não, por sequestro e outras causas totalmente materiais de pessoas que querem sair dos seus problemas matérias e ficar ricas, ou seja: conquistar coisas materiais.

 

No Brasil no começo casos de prisões efetuadas por questões espirituais (religiosas), pode ser que venhamos a ter devido à aprovação de leis anti-bíblicas que estão sendo sancionadas em nossa nação e que poderão levar a muitos as prisões por ser fiel a palavra de Deus.

 

Ai sim entra essa característica que consiste em: ter fé que Deus possa transformar a vida deste preso em uma vida de um homem de Deus. Crer que o Senhor possa fazer uma restauração espiritual e material.

 

O crise por vezes é legítimo e o capelão que não esta ali para condenar o preso pois isso cabe as autoridades competentes julgar, mas mostrar para ele que o Senhor Jesus é o caminho, a verdade e vida e quem crer nele, for batizado e viver em novidade de vida será salvo.

 

Ø  Simpatia e cortesia ao se relacionar com doentes e detentos. (At. 2:47):

 

Se o capelão não tem essa característica deve procurar outra tarefa a fazer, pois irá lida com situações complexas e que precisará ter empatia e solidariedade no ato que vai praticar.

 

E isso é transparento O preso e o doente sente se uma pessoa tem ou não esses atributos. Penso que a capelania não deveria ser remunerada, pois muitas coisas que envolvem dinheiro passam a ser profissão e não algo feito por que tem simpatia e cortesia ou amor incondicional pelo próximo.

 

2)      Comente sobre um direito e um dever do capelão prisional que mais lhe chamou a atenção.

 

Ø  Direito: Não ser discriminado em razão de sexo, raça, cor, idade ou religião que professa.

 

Deus usa de quem ele quiser e devemos exercer o direito divino dele operar com bem queira sem restringir a ninguém de trabalhar em prol de outro ser humano que necessita do nosso apoio.

 

Quanto à religião cada um é livre para exercer o que quiser e ninguém é dono da verdade. Toda religião cristã ou não tem pontos verdadeiros e pontos controversos. A suprema verdade e sabedoria estão somente em Deus. E não existem raças! Só há uma raça: a humana.

 

Ø  Dever: Executar a capelania sem discriminação de raça, sexo, cor, idade ou religião, tendo em mente sua missão de confortar e consolar o aflito, seja ele quem for.

 

Se vamos colocar regras discriminatórias ao realizar uma ação humanitária não seremos totalmente livres e preparados para tal missão. Quem necessita de ajuda somos nós e não a quem queremos dar assistência.

 Já dizia Jesus no Sermão da Montanha:

 

E por que vês o argueiro no olho do teu irmão, e não reparas na trave que está no teu olho? Ou como dirás a teu irmão: Deixa-me tirar o argueiro do teu olho, quando tens a trave no teu? Hipócrita! tira primeiro a trave do teu olho; e então verás bem para tirar o argueiro do olho do teu irmão (Mt 7,3-5).

(Fonte: Missionário Oliveira)

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II – REVELAÇÃO GERAL E REVELAÇÃO ESPECÍFICA

Desde que o ser humano surgiu na face da terra, ele sempre procurou respostas sobre a sua existência e de tudo o que há neste mundo com suas incógnitas que provocam grandes indagações sobre Deus e a origem de tudo o que podemos perceber e termos acesso.

Como defendia o socialista Durkheim que não existem religiões falsas e sim que todas são verdadeiras dentro de um ponto de vista que defendem. O homem possui um si um vazio e uma carência existencial que só pode ser preenchida por algo que seja superior a ele e esteja além das suas misérias humanas e Deus é uma força que pode neste plano ser sentida ou percebida, mais ainda não pode ser tocado, como tocamos nas coisas existentes e visíveis.

De acordo com Gesler (2003, p.59), nos diz que:

Outro pressuposto fundamental da Teologia evangélica é a revelação. Se Deus não se mostrou, como poderia ser conhecido por nós? Mas Deus escolheu apresentar-se a nós, e a este ato de descobrir-se a si mesmo chamamos de revelação. De acordo com a Teologia evangélica, Deus revelou-se a si mesmo de duas formas: a revelação geral (na natureza) e a revelação especial (nas sagradas escrituras).

Podemos perceber que não só o homem quis conhecer a Deus, mas o próprio ser que denominamos de Deus espontaneamente revelou-se a nós. E o significado da revelação geral é essa manifestação da vontade dessa causa primaria a todas as criaturas e a tudo o que há. Ele abriu os olhos do homem para pudessem usufruir da sua sabedoria. As ciências e os avanços do homem em todas as áreas do saber é uma prova real de que a revelação não ficou oculta ao ser humano, mas que ele dotou criaturas com dons e capacitação para explorar a muitas áreas para o próprio bem dele (as pessoas) e para que o Adonai seja exaltado por aqueles que possuem a sensibilidade de compreender de que ele existe.

A revelação geral neste contexto está relacionada à natureza e todas as criaturas podem ter acesso a ela, enquanto que a revelação específica trata-se das sagradas escrituras. Essa revelação está reservada àqueles pelos quais Javé quer ser manifestado. Sim, podemos ser “phd” em teologia e não ter nada que comprove que somos chamados para uma vocação celestial, ou seja: podemos ter a letra e nunca ter experimentado da presença do Senhor ou de nada que comprove que ele realmente exista ou é o que diz ser nas letras.

Dentro da própria revelação especial ainda há subdivisões como: revelação geral e revelação específica.

A primeira refere-se ao plano ou a revelação geral de Deus aos seus escolhidos, como por exemplo: o dilúvio, o arrebatamento da igreja, a volta de Cristo, o fim dos tempos etc. Enquanto que a revelação específica dentro do contexto bíblico refere-se àquela revelação especial que o Senhor fez e faz a uma pessoa para uma missão ou para algo para sua própria vida. Por exemplo: o chamado de Jonas, uma visão que ele dar somente a um servo, um dom, uma profecia, enfim tem carácter particular ainda que beneficie a si ou a outrem.

Entende-se pela revelação geral os atos de Deus registrados na Bíblia com a finalidade de alcançar a todos, como por exemplo, a criação registrada em gênesis, as dez pragas no Egito como forma de libertação dos hebreus em cativeiro, a anunciação dos anjos aos pastores de Belém sobre o nascimento de Jesus e assim por diante. Por revelação específica entendem-se os atos de Deus, direcionados a uma pessoa, ou situação em particular como a chamada de Abraão, de Moisés, a anunciação do anjo Gabriel sobre o nascimento de Jesus a Maria sua mãe. (NOGUEIRA, 2014 p.73)

Conforme nos relata o primeiro livro do Pentateuco que o homem foi feito a imagem e a semelhança de Deus, ou seja: ele é capacitado a compreende a revelação específica e revelação geral, sejam no contexto bíblico ou na natureza, enquanto que as demais coisas existentes não são capazes de compreender ao plano especial, todavia atendem a revelação geral (natureza), pois ouvem a voz de Deus quando são recebem alguma ordem. Tudo está sobre o controle do eterno e até os seres inanimados e irracionais atendem a sua voz quando é provocada a alguma ação.

Enfim o ser humano embora tenha sido criado pelas mãos do seu criador é o único a ser rebelde a voz de Deus, pois tudo foi feito com a seguinte expressão: “haja”, mas o homem: “façamos”.(Fonte: Miss.Oliveira).

III –OS ARGUMENTOS A FAVOR E CONTRA A EXISTÊNCIA DE DEUS

Argumentos a Favor da Existência de DEUS

Quando olhamos para o espaço sideral e vemos a lua ou quem já teve a oportunidade de ir ao espaço ou simplesmente viajar de avião pode perceber que a terra  e nem ao nosso satélite esta preso a nada e sentimos a revelação de uma causa maior e que originou tudo isso.

A complexidade da natureza, de um DNA humano ou de qualquer outro ser vivo, ou simplesmente uma simples impressão digital nos provoca a pensar que isso não é por acaso. E o argumento Teleológico a favor da existência de Deus nos esclarece que:

Há diversas variações deste argumento, sendo que a mais famosa delas deriva de William Paley (1743-1805), que utilizou a analogia do construtor de relógios. Da mesma forma que cada relógio é construído por alguém, e como o funcionamento do universo é muitíssimo mais complexo do que o de um relógio, temos que deve haver um Construtor do Universo. Em suma, o argumento teleológico argumenta a partir do projeto (design) a favor de um Projetista (Designer) Inteligente:

(1) Todos os projetos implicam um projetista.

(2) Existe um grande projeto para o universo.

(3) Portanto, também deve haver um Grande Projetista na origem do universo. (NORMAN, 2003 p.27).

Na sequência o referido autor nos diz que:

A primeira premissa é conhecida a partir da nossa própria experiência; em todas as ocasiões nas quais vemos um projeto complexo, sabemos pela nossa experiência prévia que ele surgiu da mente de um projetista. Relógios implicam construtores de relógio; edifícios implicam arquitetos; quadros implicam pintores; e mensagens codificadas implicam um remetente inteligente. Sabemos que isto é verdade porque observamos isto ocorrer o tempo todo. Da mesma forma, quanto mais fascinante o projeto, tanto mais fascinante será o projetista. Mil macacos sentados em máquinas de escrever, ao longo de milhões de anos, jamais produziriam uma peça do porte de Hamlet. Só que Shakespeare escreveu esta obra magnífica na primeira tentativa. Quanto mais complexo o projeto, tanto maior será a inteligência necessária para desenvolvê-lo. (Ibidem.)

É impossível esse ser que denominamos de: Adonai, Elohim e tantos outros nomes não existir. É melhor apostar na sua existência do que sermos ignorantes em não admitir que tudo o que há veio do nada e por acaso sem que alguém idealizasse e por seu querer quisesse que existisse. Cada indivíduo é uma prova concreta que somos parte de uma causa maior. O que ocorre é que muitas especulações são feitas a respeito da existência de Deus, pois o homem quer algo para tocar, ver e na sua rebeldia como aquele povo no deserto se rebelaram contra Deus e Moisés criou o bezerro de ouro e tantas vezes duvidaram do poder de Deus e optaram por um bezerro que podia satisfazer as suas paixões mundanas.

Se Deus não existisse não valeria pena sermos éticos e utilizar da moral, criar as leis que para padronizar o comportamento humano. Se formos apenas meros animais e não tem nada que controla esse mundo então seria melhor morremos para derrubar esses sistemas que oprimem a sociedade por uma minoria dominante. Seria melhor gozarmos a nossas vidas e aproveitar o máximo sem regras e sem bloqueios e viver todos os desleites que podemos usufruir, pois logo virá à morte e tudo acabará em nada.

Como muitos defendem que nada controla esse mundo e que a origem do universo vem do big bag e tantas outras loucuras e que Deus é coisa de manipulação e ideologias da classe dominante sobre as mentes mais fracas, como poderíamos explicar a complexidade e dos fatores da citação abaixo que, mas parece uma mãe que prepara tudo para receber o seu filho.

Outro apoio para o argumento teleológico vem do princípio antrópico, que propõe que, a partir da sua própria gênese, o universo foi “detalhadamente afinado” para proporcionar o surgimento da vida humana (veja Barrow, ACP). Ou seja, o universo foi intrinsecamente pré-adaptado para a chegada da vida humana. Se este delicado equilíbrio fosse minimamente alterado, a vida jamais teria sido possível.

Por exemplo, o oxigênio representa 21 por cento da atmosfera. Se o seu nível fosse de 25 por cento, haveria grandes queimadas no planeta, e se fosse de 15 por cento, os seres humanos morreriam sufocados. Se a força gravitacional fosse alterada somente em uma parte em dez elevados à quadragésima potência (dez seguido de quarenta zeros), o sol não existiria e a lua colidiria com a terra ou se desprenderia em direção ao espaço (Heeren, SMG, 196). Se a força centrífuga do movimento planetário não se equilibrasse perfeitamente com as forças gravitacionais, nada poderia se manter em órbita ao redor do sol. Se o universo estivesse se expandindo a uma taxa de um milionésimo menor do que a atual, a temperatura na terra seria de 10.000 graus Celsius. Se Júpiter não estivesse com a sua formação atual, a terra estaria sendo bombardeada com matéria espacial. Se a crosta terrestre fosse mais espessa, haveria uma transmissão excessiva de oxigênio, o que inviabilizaria a vida. Se ela fosse mais una, a atividade vulcânica e tectônica tornaria a vida, igualmente, impossível. E se a rotação da terra levasse mais de 24 horas, as diferenças de temperatura entre a noite e o dia seriam demasiadamente grandes (veja Ross, FG).(Id.)

Os Argumentos Contra a Existência de Deus

É impossível Deus não existir. A não existência dele é fruto da nossa ignorância humana é uma justificativa para que possamos ser rebeldes e atender as nossas misérias humanas e fazermos de conta que não tem ninguém vendo. A maioria das pessoas até acreditam de certo modo em Deus, todavia não querem ter compromisso e intimidade com ele.

Sejamos sinceros que essa revelação especial é muito antiquada para os moldes de vida que o cotidiano nos propõe. Nem a sociedade de judaica do passado que deveria ser moldada na “Torá” conseguiu fazer a vontade dele.

Somos pessoas que possuímos uma saciedade exagerada e os prazeres e o apego pelas riquezas e acumulação de bens e as mazelas da vida como: desigualdades sociais são alguns empecilhos de ofuscam a nossa crença de que existe alguém que esteja no controle de tudo isso.

Evidentemente existem várias cosmovisões que também tem as suas linhas de pensamento como:

  • Teísmo;
  • Ateísmos;
  • Panteísmos;
  • Pan-en-teísmo;
  • Deísmo;
  • Deísmo finito;
  • Politeísmo;

Entre essas sete cosmovisões o ateísmo é aquele que defende que Deus não existe, conforme podemos observar na citação abaixo:

Ateísmo: Não Existe Deus algum, nem dentro nem além do Universo:

O Ateísmo advoga que somente o universo físico existe; não existe nenhum Deus, em porte alguma. O universo (ou o cosmos) é tudo o que existe e tudo o que existirá, e ele é autossustentado. Alguns dos nomes mais famosos do Ateísmo são Karl Marx, Friedrich, Nietzsche e Jean-Paul Sartre. (Ibidem.)

Se Deus existe ou não, cabe a cada um decidir e por isso deve-se utilizar o livre arbítrio de escolher se quer crer ou não. Ainda bem que não é coercitivo e sim voluntário e expresso de corpo de alma e para finalizar: o diabo existe ou não?

Fonte: Miss.Oliveira

IV- Os conceitos de “Imanência”, “Transcendência” e “Transparência” divina como fundamentais para Teologia da Criação

 

Imanência significa que Deus é um ser que criou todas as coisas e continua a dar assistência a sua obra e sua presença é perceptível, além disso, tem o controle de todas as coisas em suas mãos.

Cremos que Deus é onipresente e está presente no mundo, tudo o que ocorre tem uma finalidade ainda que seja boa ou má. Por exemplo: a maioria das pessoas é revoltada pelas injustiças que ocorrem no mundo e chegam a afirmar que “Deus não existe”, pois se existisse resolveria os problemas sociais e tantas outras injustiças que afligem o ser humano. Entretanto esquecemos que ele é eterno e não é temporal como as coisas por ele criadas, mas que é longânimo e que dar o veredito correto e na medida das nossas ações e assim confundimos a eternidade dele com a nossa vida material que se finda com a morte corporal.

Para Strong (2003, p.876, v. II) “… que a imanência de Deus não abre espaço para a ação livre do homem; que o objetivo de Deus na sua administração não e revelar todo o seu caráter e principalmente a sua santidade, mas revelar somente o seu amor”.

Em “Rm 8,31-39” o apostolo Paulo nos descreve que nada poderá nos separar do amor de Deus ainda que tudo seja o oposto do que esperamos, tenhamos a convicção de que o eterno estará presente em nossas vidas para uma rica experiência de fé. Todo aquele que experimentar buscar ter uma intimidade com ele, dele será íntimo.

A fé vivenciada sempre expressou Deus como Aquele que está mais íntimo a nós do que nós a nós mesmos: inlimior intimo mieo. Deus está de tal maneira no coração de todas as coisas que, em tudo o que pensamos, em tudo o que vemos e tocamos, tocamos, vemos e pensamos atemática c irreflexamente a Deus. Nada, nem o próprio inferno, é obstáculo à sua inefável presença. (BOFF,2011,p.6)

Ainda que a ciência multiplique e que o ser humano evolua a ponto de se achar sábio e requerer o domínio do mundo para si e a cada dia se torne mais antropólogo e pense que não precisa de Deus e que basta o seu poder aquisitivo e posição nesta sociedade, Adonai é onipresente e presente tendo a eternidade para ver, julgar e agir.

“A imanência divina; esta presença universal dá à natureza a sua unidade física e à humanidade a sua unidade moral. Isto não é panteísmo nem ainda a soma das suas experiências”. (STRONG,2003 p.383, vol. II).

Quanto à “transcendência de Deus” que dizer que o seu poder é eterno e inesgotável e que não se limita apenas ao que sabemos ou experimentamos, mas está além do que imaginamos e não temos compreensibilidade ou medida para mensurar e calcular o seu poder.

A transcendência de Deus acarreta as afirmações de que Ele está acima, além, exceto e mais do que o mundo. Esta característica está em contraste, mas não em contradição à sua imanência, pela qual Ele está no mundo. Literalmente, transcendência significa “estar acima” ou “além de”. Teologicamente, refere-se ao fato de que Deus está acima e além de toda a criação. Portanto, a transcendência não é uma característica inerente de Deus, mas é uma característica relacionai. Inerentemente, Deus é infinito, mas em relação ao universo Ele é transcendente. (GEISLER, 2003 p.1001, vol. I).

Conforme nos afirmam Boff, que todo aquele que tem uma experiência real com Deus sabe que pode contar com ele, pois ele esta além do que vemos e ao mesmo tempo está tão próximo de a nós. A ideia que o autor nos passa que aquele que põe a sua confiança em sabe que o eterno é real e não se limita as nossas lutas e desafios de cada tempo. Faz-nos pensar dos primeiros cristãos, que testemunharam a sua fé em Yeshua e muitos foram torturados nos coliseus romanos, foram perseguidos, dizimados, por crer que a teria a vida eterna.

As pessoas que verdadeiramente experimentam Deus sempre testemunharam: Ele é superior summo meo, Deus é superior a tudo o que podemos imaginar. E o Totalmente rio e o mistério de Deus. Deus transcendente é representado como o Deus acima do mundo e, o que é pior, fora do mundo. E um Deus sem o mundo. O mistério vem representado como um enigma a ser decifrado. (BOFF, 2011 p.5).

Em nossos dias, milhões dizem serem crentes, porém poucos experimentaram da transcendência de Deus e por vezes sua fé não esta enraizada nos firmes fundamentos de uma experiência concreta e real com Deus. E diante dos obstáculos não encontram as condições de continuarem firmes em suas convicções. É preciso ver além destes véus que nos cobrem e dessas densas nuvens que querem nos impedir de enxergarmos a glória de Deus e vermos a luz resplandecente que ilumina a Jerusalém Celestial.

Por fim, a “transparência” esta relacionada que Deus não é apenas onipresente e presente ou ainda: que transcendente mais que é transparente no que faz. E prova concreta disso está relacionada por meio da revelação especial (a escritura) e que não ocultou-nos o seu projeto, mas para resgatar o homem decaído em seus erros, permitiu que o seu próprio filho fosse o “agnus dei”. Sim, Yeshua voluntariamente se ofereceu para revelar aos homens os mistérios celestiais.

Transparência significa a presença da transcendência dentro da imanência. Em outras palavras, significa a presença de Deus dentro do mundo e do mundo dentro de Deus.

…. Deus emerge, aparece através do homem e do mundo. Estes se tornam então transparentes para Deus. Deus é real e concreto, porque não vive acima e fora do mundo, mas no coração do mundo para além dele; dentro, mas sem se exaurir aí e se tornar uma peça do mundo. Porque Deus deixou de ser vivido dentro do mundo é que foi fossilizado numa representação que o situava fora do mundo. O próprio mundo não está abandonado a si mesmo nos espaços infinitos que se expandem na medida em que o universo se auto-cria e se distende. Ele é ancorado em Deus. É, poderíamos com certa ousadia dizer, o corpo visível de Deus. (BOFF, 2011 p.8).

Jesus um dia disse: “não foste vós que me escolheste, mas fui eu que escolhi a vós”. O mesmo se refere a Deus, não formos que escolhemos ser conhecido dele, todavia ele nos escolheu para sermos participantes da sua obra de criação ou quem sabe os nossos nomes estão escrito nos céus.

É de suma importância os três conceitos elencados para o estudo da “teologia da criação”, pois permite-nos conhecer um Deus que parece tão distante da humanidade mas que vive a degradação do egoísmo e de tantas mazelas que afligem o ser humano e coloca-nos em um estágio de maior experimentação com eterno que é onipresente e presente no mundo e nossas vidas ainda que não creamos em sua existência ou permitamos que ele faça parte do nosso cotidiano. O eterno a cada dia faz com que as estações do ano, o sol brilhe para todos e que embora sejamos rebeldes, sua imutabilidade, sua transcendia, transparência e imanência continuam trabalhando em prol de sua criação e do seu projeto divino.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

GEISLER, Norman. Teologia Sistemática, introdução á teologia: a bíblia, Deus, a criação. Rio de Janeiro: CPAD, 2010 vol. I.

ROCHA, Márcio José de Oliveira. Teologia Sistemática I: teologia da revelação e antropologia teológica. Dourados: UNIGRAN, 2017 62 p.

STRONG, Augustus Hopkins. Teologia Sistemática. São Paulo: Hagnos, 2003, vol. II.

Autor: Miss.Oliveira.

V-Texto dissertativo demostrando de forma sintética os principais conceitos da antropologia teológica cristã. 

Ainda que existam opiniões diversas sobre a origem do universo e do próprio, boa parte da humanidade defende que um ser não necessário formou todas as coisas e quando terminou o seu trabalho que conforme as escrituras diz que foi dito: “haja” e as coisas foram existindo. Não sabemos que esses 07 dias que se refere á bíblia seja Kairós e chronos, todavia sabemos que a consagração de tudo concretizou com as seguintes palavras: “Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; domine ele sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu, sobre os animais domésticos, e sobre toda a terra, e sobre todo réptil que se arrasta sobre a terra” (Gn. 1,26).

A criação foi um ato da livre vontade de Deus. Ele tinha a liberdade de criar ou não criar. A criação foi um gesto gracioso de Deus, pelo qual revelou sua bondade. Gênesis 1 indica que todos os atos criadores de Deus conduziam a Adão e Eva. O mesmo capítulo demonstra haver correspondência entre os dias primeiro e quarto, segundo e quinto e terceiro e sexto. O primeiro e o segundo dia descrevem um só ato criador cada, enquanto o terceiro dia expõe dois atos criadores distintos entre si. O quarto e quinto dia descrevem também um único ato criador cada, ao passo que o sexto dia descreve dois atos criadores distintos entre si. Pode-se perceber a progressão, cujo clímax é a criação da humanidade. Tudo demonstra que Deus criou de conformidade com um plano, o qual cumpriu integralmente. Assim, somos encorajados a crer que Ele também levará a cabo o plano da nossa redenção, na vinda de Jesus Cristo. Havia um relacionamento entre a graça e a natureza, nas criaturas e na ordem providencial de Deus. Em outras palavras, Deus tinha um plano eterno e salvífico para as suas criaturas, e a criação progride em direção a esse propósito ulterior. Antes da criação do Universo, o propósito de Deus era a comunhão entre Ele e as pessoas, um relacionamento de aliança (2 Co 5.5; Ef 1.4) (HORTON,1995 p.109).

O mais interessante é que o “Homem” é o único que foi dito “façamos” e entre toda a criação é o único que é por decreto a “imagem e a semelhança” do seu idealizador. E essas peculiaridades o tornam um ser pensante e com poder de tomar decisões tanto para o bem o para o mal. E o autor Rocha enumera que houve caos e cosmos, pois conforme o gênesis a terra era vazia e sem forma e só depois que foi organizado e preparado para ser essa obra que temos.

O homem é um ser que recebeu o sopro de vida para que pudesse usufruir da semelhança de Deus, ou seja: alguém capacitado para ver, julgar e agir. Entretanto a história da queda do homem está envolva em um grande mistério que só Deus mesmo que pode explicar com exatidão e o que há são apenas especulações e talvez a velha história da queda do primeiro homem não esteja bem contada.

De acordo com Gênesis 1-2, Adão e Eva foram criados em total inocência. Não havia nenhum tipo de malícia na sua natureza ou no ambiente onde eles foram inseridos. Eles “não se envergonhavam” (Gn 2.25), e ainda não conheciam o “bem e o mal” (3.5). Em suma, além de não conhecerem nenhum tipo de culpa por qualquer tipo de pecado, eles também eram inocentes com relação ao pecado. Além disso, mesmo a tentação do “sereis como Deus, sabendo o bem e o mal” (Gn 3.5) implica que eles não conheciam o mal antes de caírem. Na verdade, foi somente ao degustarem o fruto proibido que: “foram abertos os olhos de ambos, e conheceram que estavam nus; e coseram folhas de figueira, e fizeram para si aventais” (3.7). De acordo com o Novo Testamento, pela desobediência, Adão e Eva se tornaram pecadores (Rm 5.12; 1 Tm 2.14) e trouxeram condenação sobre si mesmos e sobre toda a sua posteridade: “Por uma só ofensa veio o juízo sobre todos os homens para condenação” (Rm 5.18).3Antes disso eles eram ilibados.(GEISLER,2003,p.11,vol.II).

Desde o primeiro homem formado por Deus, até o último a viver neste mundo teve, tem e terá a liberdade de optar em ficar na presença de Deus ou sair dela. Se ficar na presença dele estará vestido e revestido do seu poder e amor. É como um no sistema solar: quanto mais próximo do sol mais quente e ao contrário mais frio. E assim temos muitas teorias como: fatalismo, predeterminismo, necessarianismo e determinismo que procuram entender essa relação entre criador e criatura. Na sequencia temos outras teorias que tentam buscar respostas mais aplausíveis para a questão como: a preexistência, a criação imediata e por fim a transmissão. Mas nunca um consenso definitivo e tudo são apenas especulações que podem ser motivo de debates futuros.

O importante é que a antropologia teológica cristã defende é que o homem é genuinamente a imagem e a semelhança de Deus e que possui um corpo e uma alma. E que esse corpo um dia retorna ao pó de onde foi retirado e alma ou espírito um dia voltará para junto daquele que o doou. Afinal Deus é chamado o pai dos espíritos. E que o homem não pode perder é o vínculo com seu criador ou ficará nu. E nós nos prendemos muito ao mundo material e sofremos com a perda deste corpo material por achar que a vida corpórea acaba na sepultura e loucamente quer aproveitar a todos os deleites que esse mundo disponibiliza, pois teme em perder tudo sem um aviso.

Entretanto o homem que nutri a sua alma com uma intimidade com o seu criador, sabe que a sua vida terrena não acaba na sepultura, mais que tem uma chance de voltar às origens em que o homem tinha uma comunhão plena com Deus, sem que essa imagem fosse distorcida por sua rebeldia e afastamento da luz e da fonte da vida. Apesar de que a origem de tudo e propósito divino estão guardados com Adonai.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

 GEISLER, Norman. Teologia Sistemática: pecado, salvação, a igreja, as últimas coisas. Rio de Janeiro: CPAD, 2010 vol. II.

HORTON, Stanley M. Teologia Sistemática: uma perspectiva pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 1995.

ROCHA, Márcio José de Oliveira. Teologia Sistemática I: teologia da revelação e antropologia teológica. Dourados: UNIGRAN, 2017 62 p.

Autor: Miss.Oliveira.

VI “A”- Pesquisa feita em documentos doutrinários de sua Igreja, Grupo ou Tradição Confessional, elementos teológico-doutrinários que expressem a “Confissão de Fé”, “Declaração Doutrinária”, “Encíclica Papal” e/ou “Livros teológicos” que representem o pensamento da Igreja, Grupo ou Tradição Confessional.

Desde 29/12/1998 desistir do catolicismo e me ingressei na Congregação Cristã do Brasil (CCB) que teoricamente possui 12 pontos fundamentais, todavia anualmente são acrescentados outros pontos conforme a necessidade que é sazonal ou que pode se perpetuar com o passar do tempo. Conheçamos na integra:

 PONTOS DE DOUTRINA E DA FÉ QUE UMA VEZ FOI DADA AOS SANTOS

  1. Nós cremos na inteira Bíblia Sagrada e aceitamo-la como contendo a infalível Palavra de Deus, inspirada pelo Espírito Santo. A Palavra de Deus é a única e perfeita guia da nossa fé e conduta, e a Ela nada se pode acrescentar ou d’Ela diminuir. É, também, o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê. (II Pedro, 1:21; II Timóteo, 3:16-17;  Romanos, 1:16).
  2. Nós cremos que há um só Deus vivente e verdadeiro, eterno e de infinito poder, Criador de todas as coisas, em cuja unidade há três pessoas distintas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo. (Efésios, 4:6; Mateus, 28:19; I João, 5:7).
  3. 3. Nós cremos que Jesus Cristo, o Filho de Deus, é a Palavra feita carne, havendo assumido uma natureza humana no ventre de Maria virgem, possuindo Ele, por conseguinte, duas naturezas, a divina e a humana; por isso é chamado verdadeiro Deus e verdadeiro homem e é o único Salvador, pois sofreu a morte pela culpa de todos os homens. (Lucas, 1:27,35;João, 1:14; I Pedro, 3:18).
  4. 4. Nós cremos na existência pessoal do diabo e de seus anjos, maus espíritos que, junto a ele, serão punidos no fogo eterno. (Mateus, 25:41).
  5. Nós cremos que o novo nascimento e a regeneração só se recebem pela fé em Jesus Cristo, que pelos nossos pecados foi entregue e ressuscitou para nossa justificação. Os que estão em Cristo Jesus são novas criaturas. Jesus Cristo, para nós, foi feito por Deus sabedoria, justiça, santificação e redenção. (Romanos, 3:24-25; I  Coríntios, 1:30;II  Coríntios, 5:17).
  6. Nós cremos no batismo na água, com uma só imersão, em Nome de Jesus Cristo (Atos, 2:38) e em Nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.(Mateus, 28:18-19).
  7.  Nós cremos no batismo do Espírito Santo, com evidência de novas línguas, conforme o Espírito Santo concede que se fale. (Atos, 2:4; 10:45-47; 19:6).
  8. Nós cremos na Santa Ceia. Jesus Cristo, na noite em que foi traído, tomando o pão e havendo dado graças, partiu-o e deu-o aos discípulos, dizendo: “Isto é o meu corpo, que por vós é dado; fazei isto em memória de mim”. Semelhantemente tomou o cálice, depois da ceia, dizendo: “Este cálice é o Novo Testamento no meu sangue, que é derramado por vós”. (Lucas, 22:19-20; I Coríntios, 11:24-25).
  9. Nós cremos na necessidade de nos abster das coisas sacrificadas aos ídolos, do sangue, da carne sufocada e da fornicação, conforme mostrou o Espírito Santo na Assembleia de Jerusalém. (Atos, 15:28-29; 16:4; 21:25).
  10. Nós cremos que Jesus Cristo tomou sobre Si as nossas enfermidades. “Está alguém entre vós doente? Chame os presbíteros da igreja, e orem sobre ele, ungindo-o com azeite em nome do Senhor. E a oração da fé salvará o doente, e o Senhor o levantará; e se houver cometido pecados, ser-lhe-ão perdoados”. (Mateus, 8:17; Tiago, 5:14-15).
  11. Nós cremos que o mesmo Senhor (antes do milênio) descerá do céu com alarido, com voz de arcanjo e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro. Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente  com  eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor.(I Tessalonicenses,4:16-17; Apocalipse, 20:6).
  12. Nós cremos que haverá a ressurreição corporal dos mortos, justos e injustos. Estes irão para o tormento eterno, mas os justos para a vida eterna. (Atos, 24:15; Mateus,25:46).(CCB,2011 p.490).

Os pontos doutrinários são uma confissão de fé baseada na revelação da palavra bíblica. Claro que confessar uma doutrina não expressa à realidade vivencial que ocorre nas congregações atuais.

 Nos primeiros anos de sua fundação essa doutrina era levada mais a sério. O ponto 9 é lido em todos os batismos até os dias atuais. O ponto 7 passou a ser perseguido e há divisões quando ocorre essas manifestações nos cultos e muitos acham estranho.

 As mulheres adotam o véu que é um costume primitivo conforme nos escreve o apostolo Paulo aos coríntios:

Portanto, se a mulher não se cobre com véu, tosquie-se também; se, porém, para a mulher é vergonhoso ser tosquiada ou rapada, cubra-se com véu. Não vos ensina a própria natureza que se o homem tiver cabelo comprido, é para ele uma desonra; mas se a mulher tiver o cabelo comprido, é para ela uma glória? Pois a cabeleira lhe foi dada em lugar de véu. Mas, se alguém quiser ser contencioso, nós não temos tal costume, nem tampouco as igrejas de Deus.(1Cor 11,6,14-16).

Outro ponto de doutrina costumeiro é saldar uns aos outros com um beijo no rosto denominado de ósculos santo. Os homens devem saldar os homens e as mulheres as mulheres. Este hábito está em várias passagens bíblicas como em Romanos 16,16 que diz: “Saudai-vos uns aos outros com ósculo santo. Todas as igrejas de Cristo vos saúdam”.

Não podemos esquecer que nos cultos os homens e as mulheres não se sentam juntos e ambos têm tudo separado como: bancos e os banheiros como já são de praxe em qualquer instituição religiosa. Enfim não se misturam com política e nem aceitam as demais denominações como participantes da revelação divina, é como se tivessem recebido uma revelação específica para eles ou como tivessem as “chaves dos céus”. Defendem a instituição como se fosse à única graça de Deus.

Quanto à liberdade se caso a pessoa vier a pecar: fornicar ou adulterar são umas das regras de exclusão sem perdão para ter comunhão entre os irmãos e ainda se a acusação for infundada dificilmente o acusado volta a um relacionamento normal entre nós.

Essas 12 premissas doutrinárias da CCB está relacionada à disciplina da teologia sistemática, pois tratam da revelação geral bíblica e da antropologia teológica nas questões do homem que possui um corpo e uma alma e que procura ter uma maior intimidade com Deus.

Autor: Miss.Oliveira.

VI”B”-O Conhecimento de Deus: Razão e Revelação

Esse tema é muito interessante, pois confronta a razão e a revelação. Devemos entender que muitas vezes “razão e revelação” por vezes não vão comungar os mesmos pontos de vista. E podemos até ariscar em dizer que exista uma distância significativa entre um e o outro. Por vezes isso ocorre por que o lado racional foca muito no lado racional e antropológico em que o homem que não é espiritual quer buscar resposta para tudo na lógica ou cientificamente.

 A lógica trata dos métodos do pensamento válido; ela revela como se auferem conclusões apropriadas a partir de premissas. Ela é um pré-requisito para todo pensar, inclusive todo pensar teológico. A lógica é um instrumento tão imprescindível que até mesmo quem a nega não consegue deixar de utilizá-la, pois ela é parte integrante da estrutura do próprio universo racional. (GEISLER, 2003 p.75, vol. I)

Desde que o homem deixou de ser teocentrista e passou a ser mais antropologista perdeu gradativamente o lado sentimental, pois para buscar um contato mais íntimo com a revelação é necessário que ele trabalhe mais na sua percepção e sensibilidade. Embora tenhamos que admitir que ambos estão inter-relacionadas pois o ser humano só tem condições de pensar, ver, julgar e agir pois certamente tem um referência moral e perfeita para pode copiar. Por exemplo: para existir algo que é falso, tem que existir algo que seja verdadeiro.

Para a ação moral, o homem tem o intelecto e a razão, para discernir entre o certo e o errado; o sentimento para mover-se a cada um deles; vontade livre para fazer um ou outro. Intelecto, sentimento e vontade são as três faculdades do homem. Mas em conexão com estas faculdades há um tipo de atividade que a todos envolve e sem o que não pode haver nenhuma ação moral, a saber, a atividade da consciência. A consciência aplica a lei moral aos casos particulares em nossa experiência pessoal e proclama essa lei impondo-a a nós. Só um ser racional e que sente pode ser verdadeiramente moral; contudo não cabe aqui tratar do intelecto ou do sentimento em geral. Falamos aqui só da Consciência e da Vontade. (STRONG, 2003 p.65, vol. II).

Para Grudem (1994,p.193-196), nos apontar algumas considerações sobre o conhecimento de Deus a luz da própria palavra como:

  • A necessidade de Deus para nos revelar

A fim de conhecer a Deus de uma maneira, ele deve revelar a nós. Mesmo quando se fala sobre a revelação de Deus que vem por natureza, Paulo diz que o que se pode conhecer de Deus é clara ao homem, porque ele próprio revelou-lo (Romanos 1:19).A criação natural revela Deus, porque ele escolheu para revelar isso.

… A necessidade de Deus para se revelar a nós é o fato de que os pecadores interpretar mal a revelação de Deus é encontrado na natureza. Aqueles que “por sua maldade suprimir a verdade” são aqueles que “se perdeu em sua argumentação fútil, e o seu coração insensato se obscureceu. Mudou… a verdade de Deus em mentira “(Rm 1:18, 21, 25). Portanto, precisamos da Bíblia para interpretar corretamente a revelação natural.

Na sequencia questiona que jamais vamos conseguir entender plenamente a Deus em muitos dos seus atributos:

  • Nós nunca podemos compreender plenamente Deus

Porque Deus é infinito e nós somos finitos ou limitados, não podemos compreender plenamente Deus. Neste sentido dizemos que Deus é incompreensível onde o termo é usado no mais antigo e menos comum, “não se pode compreender plenamente“. Não é verdade dizer que você não pode entender a Deus, mas é verdade que você não pode compreender plenamente ou de forma exaustiva.

…Então, nós sabemos algo sobre o amor, poder, sabedoria de Deus, e assim por diante, mas nunca podemos conhecer ou totalmente completar o seu amor. Nós nunca podemos conhecer plenamente o seu poder. Nós nunca podemos conhecer plenamente a sua sabedoria, e assim por diante. A fim de conhecer plenamente uma coisa sobre Deus, devemos saber como ele é conhecido, ou seja, devemos saber em relação a tudo o mais sobre Deus e sua relação com tudo na criação por toda a eternidade!(id).

Conforme o referido autor na sua argumentação deixa claro que não podemos entrar no íntimo do ser de Deus e desvendar a complexidade da sua essência nos esclarece que podemos sentir ou termos percepção dos seus atributos e por nos faz pensar um pouco mais quando enfatiza que:

  • No entanto, sabemos que Deus realmente

Embora não possamos conhecer plenamente a Deus, podemos saber as coisas verdadeiras de Deus. Na verdade, tudo o que a Bíblia nos diz que Deus é verdadeiro. É verdade que Deus é amor (1 Jo 4:8), Deus é luz (1 João 1:5), Deus é espírito (Jo 4:24), Deus é justo (Romanos 3:26), etc. Dizer isto não implica ou exigir que sabemos sobre Deus ou o amor ou a sua justiça, ou algum outro atributo. Quando eu digo que tenho três filhos, esta afirmação é totalmente verdadeira, mas não sabem tudo sobre os meus filhos, nem mesmo sobre mim. É o mesmo que para o nosso conhecimento de Deus, temos o verdadeiro conhecimento de Deus na Bíblia, embora não tenhamos conhecimento detalhado. (Ibidem).

O conhecimento de Deus: razão e revelação devem caminhar unidos, pois Deus é um ser imanente, transcendente e transparente em todos os aspectos e podemos perceber o seu zelo, amor e cuidado com a sua criação. E o Senhor é um ser que quis ser conhecido e deixou-nos a sua revelação geral tanto na natureza e ou na bíblia não ocultando os seus planos para a sua criação.

Por fim temos a sua maior prova de contato e da sua revelação o filho Yeshua que revelou-nos dos segredos lá céu. Segundo relatos bíblicos só o próprio Espirito de Deus para conhecer a mente de Deus em sua essência.

  • As relações deverão ser feitas de forma crítico-construtiva demonstrando como o conteúdo da disciplina pode contribuir positivamente – e até negativamente, se for o caso, para sua tradição confessional.

O conteúdo da disciplina “Teologia Sistemática I – teologia da revelação e antropologia teológica” foi muito importante para o meu aprendizado e desenvolvimento cultural, sociológico e melhorará grandemente as minhas relações interpessoais e inter-religiosas.

Não oferecerá diretamente nenhuma contribuição para a entidade religiosa a qual pertenço pois o estatuto, os dogmas e toda a doutrina da igreja não dar nenhum valor a qualquer curso teológico por mais notável e reconhecido que seja. E a irmandade é doutrinada e desestimulada a estudar esse tipo de curso que é combatido nos cultos públicos. Também a filosofia não é aceita em nosso meio. Enfim tudo o que faz o homem a pensar e a refletir sobre a atuação das religiões e suas doutrinas.

Entretanto o ministério da CCB, prega que recebemos o “pão quentinho vindo do céu e não pão embolorado ou amanhecido ou duro”. Recebemos o pão revelado pelo Espírito Santo na hora nos cultos e atividades espirituais e não temos necessidade de estudar a palavra, nem fazer escolas dominicais. Temos uma única fonte à bíblia, pelo qual a palavra deve ser revelada sempre.

Ao ser revelada em cada culto o próprio Espírito Santo deve desvendar os segredos dos nossos corações e resolver as nossas questões espirituais e materiais. E o servo que será usado não deve estudar ou procurar saber dessas vão filosofias ou de sabedoria humana para pregar ou ensinar ao povo de Deus.

O pão é dado diariamente e na medida certa e não precisa de mais nada. Para isso basta clamarmos e a revelação desce. Tudo o que é falado no púlpito vem da boca do próprio Deus e é 100% seguro que nada cairá por terra. Deus tem tudo e a ovelha deve buscar a confirmação da palavra para: casar, viajar, para os negócios: vender, comprar, estudar etc.

Podemos comparar essa ideologia com a imanência, transcendência e transparência de Deus. A revelação da palavra é uma expressão viva de que Deus é imanente e transparente em tudo o que faz.

No ponto de doutrina 11, professávamos antes do ano 2000 que o Senhor voltaria e muito foi pregado nas igrejas que os últimos pregadores já tinham nascido e no hinário nº 04 vinha descrito que o Senhor voltaria antes do milênio resgatar a igreja. Muitos venderam bens e procuram se consagrar a todo custo. Estamos em 2017 e nada aconteceu e foi retirada essa observação dos hinários que são exclusivos da nossa igreja e que não devem ser comercializados para incircuncisos (não adeptos da entidade) e sim só para domésticos. Nossos hinos são sacros e uma dádiva do Senhor para nós.

A disciplina em si tem contribuído grandemente para o meu crescimento espiritual e também tem ajudado a cair às escamas da velha ignorância que me aprisionava em dogmas e costumes humanos e que muitas vezes não permite que tenhamos um relacionamento cordial e fraterno com os irmãos (crentes) da minha e de outros credos que pensam diferentes de nós.

Ela nos permite perceber que todos somos a imagem e a semelhança de Deus e que somos corpo e alma, que Deus deixou a revelação geral e especial para todos, todavia o projeto de salvação está aberto a todos os que ouvirem a sua voz e assim procurar lavar a suas vestes no sangue do cordeiro e procurar se limpar e manter-se limpo deste mundo enganador e suas vãs concupiscências .

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ALMEIDA, João Ferreira de. Bíblia Sagrada. São Paulo: Geográfica, 2014.

CONGREGAÇÃO CRISTÃ NO BRASIL. Hinos de louvores e súplicas a Deus. São Paulo: Geográfica, 2011.

GEISLER, Norman. Teologia Sistemática, introdução á teologia: a bíblia, Deus, a criação. Rio de Janeiro: CPAD, 2010 vol. I.

GRUDEM, Wayne. Teologia Sistemática. EUA: Zondervan, 1994.

Autor: Miss.Oliveira.

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TEOLOGIA ESPIRITUAL

I – O que você entendeu sobre Teologia Originante na primeira geração Cristã?

Sabemos que a teologia originante teve o seu papel no primeiro século e que teve o domínio dos “padres apostólicos” que eram um conjunto de pessoas e documentos que retratavam os primeiros passos da cristandade. A “Comunidade de Jesus” que se tornou a igreja primitiva dos primeiros cristãos. Podemos citar: a “Didaché” que foi um importante documento doutrinário da época e temos pessoas como: Policarpo de Esmirna e Clemente de Roma que foram bispos.

É importante frisarmos que a referida “comunidade de Jesus” ainda não era essa igreja institucionalizada e foi à genuína obra de Deus, formada por pessoas tiradas dos mais diversificados lugares teológicos e que entenderam a obra redentora de Cristo. A regra principal era o “amor” e a “partilha” entre todos.

O fundamento principal dessa teologia e dos padres apostólicos eram exatamente buscar e preservar as fontes originantes que falavam dos ensinamentos do mestre e de suas obras. É importante observar que muitos destas pessoas chegaram a conhecer pessoalmente ou ser até discípulos dos últimos dos apóstolos.

A igreja primitiva desse período teve a o privilégio de viver a essência e a beleza do cristianismo. Foi uma teologia de transformação de vida de milhares de pessoas que deram a seu testemunho, por vezes pagando com perseguições que poderiam resultar no seu próprio martírio. Para muitos eram melhor perder essa vida momentânea do que negar esses ensinamentos recebidos do Senhor. Era uma fé viva, inovadora e não superficial como nos nossos dias atuais e a manifestação do Espírito Santo era maior.

Quem é Jesus para você e quem somos nós a partir de Jesus?

  • Quem é Jesus para você?

Yeshua é para mim: o meu salvador. Aquele que deixou a sua glória e aceitou o desafio de ser o “Agnus Dei” e ofertou-se a si mesmo como expiação do meu e dos nossos pecados. O estigma do pecado do primeiro homem afastou a todos de ser participante da glória de Deus. Por meio do sacrifício voluntário de Cristo tenho a oportunidade de lavar as minhas vestes espirituais no seu “sangue imaculado” e com as minhas vestes sendo limpas diariamente, participar ou ter a esperança da minha redenção e obter a vida eterna no seu reino de eterno. Sou grato a Deus por ter me resgatado do mundo do pecado e ter me oferecido gratuitamente essa oportunidade de viver em novidade de vida. Jesus é o meu salvador, amigo sincero, leal, o príncipe da paz, o único capaz de preencher as lacunas da minha alma com a sua paz e me conduzir aos pastos verdejantes e as águas tranquilas do seu reino eterno.

  • Quem somos nós a partir de Jesus?

Nós a partir de Jesus somos a sua noiva, ou seja: a sua igreja amada. Somos pessoas renascidas das águas do batismo e do Espírito Santo, para vivermos em novidade de vida. Todo aquele que realmente fizer um concerto genuíno com Jesus é convidado a viver em novidade de vida. Ser a luz e o sal neste mundo tão controvertido.

Somos convidados a sermos as suas testemunhas vivas, pois ele já nos justificou com o seu sangue nos resgatando das garras do diabo. Requer que vamos, nos santificando diariamente com os verdes pastos da sua palavra e na transformação de vida. E por fim seremos glorificados em um corpo incorruptível quando formos recebidos em sua glória. Aí seremos a sua esposa amada. Ele será o nosso Senhor e Deus e nós seremos as suas ovelhas e reinaremos com ele eternamente. Maranata!

Autor: Miss.Oliveira. 

II – O que você entendeu sobre Espiritualidade e como pode ajudar na tua vida Cristã.

Espiritualidade é o efeito do encontro genuíno entre cada pessoa e seu salvador. Já dizia Jesus que ele é o “caminho, a verdade e a vida.” Quem tem um encontro com Yeshua vai perceber que ele é o único caminho que leva ao pai e que é a própria verdade e encontra a vida. A mulher samaritana quando reconheceu a sua identidade no poço e experimentou da sua divindade, respondeu a ela que era fonte da água da vida e quem bebesse daquela água jamais teria sede, mais o efeito seria uma fonte que jorraria para a vida eterna.

Uma fé autêntica e original produz bons frutos, pois esta ligada a videira verdadeira. Estudamos que muitos cristãos foram mortos no coliseu, mas não negaram a sua fé e a superficialidade da fé muitos cristãos nos dias atuais. Ocorre que fé verdadeira não é morrer em coliseu, na fogueira ou ser devorado por leões. Claro que naquele contexto os cristãos estavam sendo conduzidos por uma milícia. Fé autêntica é ter a certeza viva de que Jesus é o seu Salvador e não trocar essa convicção por nada deste mundo.

Muitos da igreja primitiva morreram devido a um poder opressor. Ocorre que nos dias atuais existem muitos mártires que morrem não pelo poder governamental, mas morrem dentro do poder hierarquizado das próprias entidades religiosas com os dogmas que na maioria das vezes levam milhões para o inferno da frieza espiritual. E o Espírito Santo, não tem como operar nestas vidas cristalizadas pelo gelo e pela apostasia que tem atingindo a maiorias dos cristãos em nossos dias. Milhões estão mortos espiritualmente e são apenas números, já se tornaram infrutíferos por não ter a seiva da vitalidade de Jesus. São apenas ramos sem frutos dignos do nosso amado salvador. A espiritualidade é o desejo ardente de buscar o reino dos céus e a sua justiça. É querer ser: portador e testemunha viva e ocular de Jesus na terra. E que a sua vida seja um instrumento, um vaso para honra e a gloria de Deus. Ela é o pilar para a nossa vida cristã. E faz de cada cristão, pessoas transformadas do velho homem, a renascidas do espírito renovador de Jesus e que possuem o selo da sua vitalidade e autenticidade sendo que os frutos produzem naturalmente.

Autor: Miss.Oliveira.

III- O que você entendeu sobre Espiritualidade que estes homens do Antigo Testamento viveram e como pode ajudar estas experiências na tua vida espiritual?

Eles tiveram uma experiência com Deus. Sabemos pouco sobre Enoque, enquanto que os demais nos deixaram maiores detalhes da sua caminhada com Deus. O patriarca Abraão é um exemplo de fé e de confiança em Deus. Apesar da idade avançada do casal, pôde contemplar as promessas de Javé. É considerado amigo de Deus e pai das nações. Embora vivendo em uma sociedade politeísta e entregue a imoralidade, indagou a Deus varia vezes se o justo sofreria as mesmas consequências do ímpio na destruição de Sodoma e Gomorra.

Na figura de Davi podemos observar o conflito entre a carne e o espírito. Perceber o quanto estamos expostos às paixões e às fraquezas humanas, que pode fazer-nos sermos infiéis ao nosso proposito espiritual com o eterno. Apesar do crime hediondo que cometeu, é um testemunho vivo que somos pessoas que estamos a caminho da santificação e somos vulneráveis a exposição do mundo.

O que ele possuía uma dádiva que era a de se arrepender dos seus atos. Muitos costumam usar o que o ocorreu com Davi para justificar os seus erros como: o adultério e diz que Deus perdoa. O que ficou claro nesta situação é a de que o Senhor não se compactua com o mal. E o preço foi alto cobrado pelos seus atos foram altos como a morte do filho do adultério e a paz que nunca mais teve, pois a espada nunca saiu da sua casa. Não que Deus não perdoa. Mas que ele jamais vai compactuar com coisas erradas. Não quer dizer que somos santos e não necessitamos da sua graça. O certo é implorar por misericórdia e suplicar que possamos vencer as nossas fraquezas e lutas entre a carne e o espirito. E assim com a misericórdia do Senhor possamos lutar para sermos fieis e íntegros ao chamado de sermos os seus imitadores.

Todas essas pessoas nos deixaram a sua experiência de vida registrada e da qual podemos extrair muitos exemplos para nos auxiliar na nossa caminhada. Granjeamos a nossa salvação diariamente e olharmos para o nosso modelo de vida, que é santo e perfeito e o único que conseguiu vencer esse mundo e todas as suas concupiscências, os demais são falhos.

Autor: Miss.Oliveira.

IV-Nossa vida espiritual deve estar firmada nos princípios que estes grandes homens têm vivido junto ao mestre Jesus Cristo. Devemos demonstrar estes traços em nossas vidas? É valida para tua Vida Cristã? Como viver uma verdadeira espiritualidade?

Sim devemos. Estes homens tiveram a graça de serem testemunhas oculares do mestre e como obteram a seiva diretamente da fonte principal e não se contaminaram com outras misturas, puderam tem uma ligação interna com ele. Nós cremos por fé e acreditamos no que apenas ouvimos. Todavia apenas sentimos e podemos contemplar as obras, mas eles viram a Jesus pessoalmente.

Uma particularidade comum a todos os que viram, conheceram ou apenas por fé crer e a de que todo aquele que tem um encontro verdadeiro com o mestre e faz dele a sua razão de viver, tem a sua vida modificada por completo. A presença e os ensinamentos do mestre tem que expurgar as ações do velho homem que era baseado na ignorância e fazer renascer um homem renascido das águas e do mesmo sentimento que há no seu modelo de vida.

Essas mudanças tem que ser totalmente validadas em nossa vida cristã. Nossas ações tem que refletir aquilo que somos de verdade e jorrar o que tem em nosso interior. Passamos por um processo de santificação, após sermos justificados pela fé em Yeshua como nosso salvador em um processo que pode ser rápido ou lento e longo. Entretanto, ninguém que conheceu a Jesus verdadeiramente voltou para trás, pois só ele tem palavras de vida eterna.

E para viver uma verdadeira espiritualidade é imprescindível que haja uma entrega total: corpo e alma. Será que se Estevão não tivesse a certeza que o “Agnus Dei” era realmente o seu Salvador e a certeza da vida eterna, não teria se defendido para não ser apedrejado? Quem em sã consciência se entregaria a morte, na defesa de suas convicções sem ter certeza de nada. Embora sejamos santos que estamos sendo santificados diariamente, ou seja: somos santos que erram, devemos clamar pela misericórdia de Deus para que possamos buscar o reino dos céus e pedir forças para vencer a esse mundo e as nossas próprias fraquezas humanas. E se entregar a ele não como uma paixão, mas com um entranhável “amor” que durará eternamente. E vai exigir um esforço no início para que possamos nos libertar do velho homem e depois será tão prazeroso essa entregar que será: amor eterno, puro e verdadeiro.

Autor: Miss.Oliveira.

V- O que significa para você?

  • Nutrir paixão pela divindade?

Particularmente sou contra essa expressão: “nutrir paixão”, pois no nosso cotidiano é interpretado por coisas que passageiras que pode ser de curto prazo. Mas devemos sim nutrir um “amor” pela divindade que deve ser: incondicional, eterno e que gere conhecimento, total confiança e segurança entre as partes. O amor é uma entrega total e não superficial como a paixão que pode ser abandonada com o tempo. Se fossemos comparar o amor que devemos nutrir por Deus, um amor de casal e os valores familiares não estivessem tão denegridos pelo adversário. Seria como esse, em que um conhece o outro nas suas particularidades e há um entrega total e reciproca quando é verdadeiro. Claro que Deus é muito mais que isso se for infiéis a ele e se mantêm fiel.

Em nossas orações individuais e em segredo podemos buscar uma comunhão íntima e pessoal com Deus. E então podemos: agradecer, suplicar por nós ou por terceiros, abrir o nosso coração e contar os nossos segredos mais íntimos que não é possível compartilhar com mais ninguém, ter um diálogo aberto e verdadeiro. E essa metodologia vai aumentando a nossa confiança no Senhor. E quem ama de verdade não vai trocar o amor verdadeiro de uma relação por nada deste mundo, ou seja: será incondicional e sem preço.

  • Ser temente a Deus?

Ser temente a Deus não é ter medo ou pavor. Mas sim ter reverência. Muitas vezes em ambiente de trabalho recebi propostas para sair com mulheres e até com homens e eles alegavam que a minha esposa nunca ia saber ou que ninguém mais ficaria sabendo, embora eles soubessem que estava procurando servir a Deus. Quando me casei a minha primeira vez levei um “chifre” tempo depois e com isso pude sentir que quem ama não trai. Na palavra diz que o casal será uma só carne. E na vida espiritual a nosso temor a Deus deve ser uma aliança eterna. E o mesmo sentimento que havia no nosso mestre deve existir em nós. Se formos tementes a Deus, se o amamos verdadeiramente jamais vamos querer trai esse amor. Estamos no mundo e seremos sujeitos a ele, todavia devemos mortificar as nossas vontades, para procurar sermos leais ao nosso ideal. E dizer como o apóstolo Paulo: “posso fazer de tudo, mas nem tudo me convém.“ Ser temente a Deus é ter a certeza de que somos livres para fazer de tudo, mas muitos dos nossos atos podem nos prejudicar a nossa caminhada rumo a Sião Celestial. Será que se Davi não tivesse cometido aquele crime hediondo tramando a morte de Urias para possuir a sua esposa Bate-Seba a sua vida não teria tido um rumo diferente? Se ele tivesse tido temor a Deus e aos preceitos da Torá não teria sofrido todos aquelas provações.

  • Viver sob autoridade de ou levar a Vida de Servo?

Muito bom esse tópico! Viver sob autoridade de, ou levar a vida de servo. Diante do mestre os discípulos ou apóstolos já queriam disputar quem seria o primeiro e tomar os primeiros assentos ao lado do Senhor. Em nossos dias em que temos tantas instituições e hierarquias e uma disputa feroz pelo poder, precisaríamos da atitude do Yeshua na última ceia. Que deixou a sua posição e senhor e mestre, para se fazer servo.

Penso que hoje isso é muito relativo não dar para vivermos cegamente sob uma liderança seja ela qual for. Não tenho problemas de relacionamento com Deus, mais o que vejo é o poder humano sobre as pessoas. Ser servo seria ser o menor e aquele que serve a todos. Seria um mediador, um canal entre o seu Senhor e os seus liderados ou aquele que o seu amor permite servir a Deus na comunidade e muitas vezes sem ter títulos eclesiásticos.

Todo aquele que se submete a Deus e se dispõe a viver sobre os seus preceitos é um servo de Deus. Ou seja: está sujeito a atender aos interesses do seu Senhor e fazer com as suas vontades e caprichos sejam sanadas.

Em nossos dias atuais é totalmente possível ser servo de Deus e viver totalmente sob os meus preceitos e ser um problema para a o seu ministério.

Autor: Miss.Oliveira.

VI -Meditação,Oração,Jejum e Disciplina:

  • “Meditação é um modo de vida”?

A meditação seria um arranjo ou um modo de vida, quando o cristão que almeja servir a Deus que buscar melhor equilíbrio espiritual. Seria uma reflexão profunda sobre os temas relacionados à fé. E o pré-conceito é a falta de conhecimento e domínio sobre algo que não conhecemos a fundo e logo emitimos uma opinião já pré-concebida sem argumentos contundentes para darmos certeza de um tema.

Poderíamos utilizar de metodologias filosóficas como ter uma atitude filosófica que consiste em não aceitar tudo como se fosse uma lei final ou um dogma, mas sempre devemos deixar lacunas para serem preenchidas. Já dizia o apóstolo Paulo que toda a palavra de Deus é boa para aprender, ensinar e redarguir. E uma meditação seria, democrática e ética pode libertar a si mesmo e auxiliar a outrem.

Claro que não podemos é tornar a meditação em um ritualismo ou em misticismo. Sou contra muitos pontos doutrinários de muitas igrejas que só geram preconceitos e exclusão. Mas aquele que busca conhecimento científico e espiritualidade é muito positivo e não para se sentir mais santo do que os outros, mas para se tornar servo. Todo aquele que domina uma algo deve utilizar da humildade e que isso ajude a si e quem sabe a muitas outras pessoas.

  • “A verdadeira oração é algo que aprendemos”?

Sim, pode ser. Mais penso que não existe uma fórmula a seguir. Claro que a oração pode ser individual ou coletiva. Entretanto a primeira não exige uma metodologia pré-definida a ser seguida. Mas tem que ser: espontânea, sincera e sair do íntimo do nosso ser e assim subir como um incenso suave ao altar de Deus. Defendo essa ideia de que ela não tem regra, pois muitos querem padronizar que tem que ser feita de várias formas como: de joelhos, com os olhos fechados, outros abertos, levantando as mãos para o alto e inúmeras outras maneiras. Embora tudo isso possa ter aspectos positivos ou negativos não devemos generalizar.

A verdadeira oração é algo que aprendemos. Mas o que é imprescindível é ter “comunhão” com Deus e ligação direta com céus. A nossa oração deve romper as densas nuvens do mal e da aparência dele. E todas as interferências que impede que ela chegue ao seu destino. Talvez consigamos um modo particular de orar e autenticá-la ao protocolar as nossas petições no tribunal de Deus. Talvez a senha seja: a fé, a humildade, a submissão a ele, a obediência aos seus preceitos ou conjunto disso e de outros atributos. E o principal de tudo: a nossa oração deve atingir e ferir o sentido do Senhor e ele usar de misericórdia para conosco. E prontamente ou tardio atender a nossa petição a nosso favor ou do próximo.

  •  “Em nossos dias o jejum tem sido desacreditado, tanto fora como dentro da igreja”?

Esse método de busca de equilíbrio realmente esta caindo em desuso. Mas o jejum poderia ser visto de outros ângulos e não só o alimentar. Em nossos dias a correria do dia a dia e os nossos afazeres trabalhistas são empecilhos para a praticidade do jejum. Se um crente começar a desmaiar em seu ambiente de trabalho e for constado que desmaiou de fome terá complicações. Para pessoas que são empreendedores e trabalham por conta é viável o jejum alimentar.

Há outras formas de jejum com a abstinência sexual do casal por um tempo e a consagração do solteiro em se manter castos até que Deus prepare o seu casamento. Quão difícil é um casal se manter leal um ao outro em uma sociedade em que o adultério para as leis civis deixou de ser crime e o “ficar” e a traição são coisas tão naturais, que é considerado de estranho é quem não trai. E para um adolescente não fornicar ou abster de sexo com tanta facilidade e ofertas que estão nas vitrines virtuais ou no mundo real é um luta não ceder. Embora não apoie o jejum alimentar conforme foi exposto, penso que cada pessoa deve buscar o modo mais adequado para se aproximar do sagrado e conseguir um equilíbrio. Não pode ser taxativo e literário, mas cada um examine a si mesmo e veja o que tem que fazer.

  • “A disciplina do estudo é o veiculo básico que nos leva a ocupar o pensamento”?

Sim. E bem aventurado quem consegue examinar as escrituras delas recursos precisos para a sua alma. Devemos sempre pedir a guia e a direção do Espírito Santo para ler a bíblia, pois assim não ficaremos cegos pela letra que pode matar, mas seremos vivificados pela presença do Senhor e ele poderá nos revelar e inspirar com coisas que só podem vir do reino dos céus e nos abrir os seus tesouros celestes.

Lembro-me que no início toda a vez que pegava uma bíblia para ler, um pesado cansado e sono me tomava que começava a bocejar e às vezes tinha que dormir e não conseguia passar da primeira página. Era algo espiritual e automático e nas demais leituras não me ocorriam esse fenômeno.

Mas a disciplina do estudo é um método que nos leva a ocupar o nosso pensamento e assim como rebanho (bois) que comem capim de dia e passa a noite toda remoendo o capim e só depois vai terminar o processo de mastigação. Assim devemos nos abastecer do estudo bíblico e na hora que for necessário o Espírito Santo nos fará lembrar-se da palavra como se fosse uma inspiração vinda de Deus pronto para aprender, ensinar e redarguir. Dizem que por vezes a boca fala do que o coração está cheio. Oxalá que esteja cheio do Espírito Santo!

Autor: Miss.Oliveira.

VII- O segredo da espiritualidade e a piedade (a oração, a comunhão, o jejum) :

  • O segredo da espiritualidade não esta no que fazemos, mas no permitir que Deus seja a energia que nos capacita para agir.

Nenhum homem tem condições de buscar as coisas dos céus ou de ter a sensibilidade de adquirir espiritualidade sem que Deus lhe revele por meio do seu Espírito Santo. O reino dos céus é manifesto aos eleitos. E como somos humanos (carne) temos a tendência de buscarmos as coisas que beneficiam a ela. Assim vamos errar sempre, pois haverá um conflito entre os interesses da carne e do espírito. Seremos sempre imperfeitos diante daquele que é pura perfeição. Porém vai aperfeiçoando-nos como a sua pureza e com sua glória. Nas últimas palavras de Jesus antes do seu martírio na cruz disse:

Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o viticultor. Toda vara em mim que não dá fruto, ele a corta; e toda vara que dá fruto, ele a limpa, para que dê mais fruto. Vos já estais limpos pela palavra que vos tenho falado. Permanecei em mim, e eu permanecerei em vós; como a vara de si mesma não pode dar fruto, se não permanecer na videira, assim também vós, se não permanecerdes em mim. Eu sou a videira; vós sois as varas. Quem permanece em mim e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer. (Jo15, 1-5). (BIBLIA-GEOGRAFICA, 2014 p.157-158).

Conforme exposto, não é o que fazemos que é o segredo da nossa espiritualidade e sim, a capacitação que recebemos dele. Ele é a seiva que permite que possamos dar frutos dignos de honra e de louvor. Toda a honra, toda a gloria seja dada a ele, pois recebemos tudo que necessitamos para levamos uma vida de santidade e busca constante do reino dos céus e tudo isso vai gerar em cada um, a ação de sermos luz e sal do mundo.

  • A piedade (a oração, a comunhão, o jejum) nos separa da contaminação do mundo e por meio da verdadeira santidade, nos une a Deus.

Todas essas ferramentas: oração, comunhão, jejum ou qualquer outra são meios para o cristão buscar um equilíbrio na sua vida espiritual. Todavia para evitar a contaminação com o meio em que vivemos é imprescindível que cada pessoa tenha realmente um encontro pessoal com Deus. Se a nossa confiança estiver depositada em Deus e realmente procurarmos nos aproximar do Senhor e procurar conhecer a Deus com profundidade. Teremos condições de não nos contaminarmos com esse mundo.

Quem ama a Deus com amor incondicional, vai procurar servir a ele com zelo para agradá-lo. Muitos justificam o perdão do eterno para se entregar aos deleites de modo doloso pratica tudo o que quer e na certeza de que será perdoado por ele. Quem ama e conhece a Deus vai rejeitar o mal e a aparência dela, pois lhe é grato. Só ele tem pastos verdejantes e condições de guiar-nos nesta vida e eternamente.

Quem é carnal vai buscar as coisas da carne e sua saciedade nunca vai se fartar. E quem é espiritual sempre vai só ter prazer nas coisas dos céus. Somos fracos e errantes, mais a santificação é possível. O seu filho venceu o mundo e nos dar todas as condições de buscarmos a santidade. É possível rejeitar o mal e as suas concupiscências. Podemos ser fiéis a Deus. E basta que o Espírito Santo habite em nosso ser.

Essas ferramentas podem ser úteis, mas não é tudo. Devemos perseverar na busca pelo reino de Deus. A luta pela vida eterna e pela glorificação da nossa alma no reino dos céus deve ser uma busca constante e um ideal de vida. Eu quero viver eternamente nos céus e não vou troca-la por nada temporal deste mundo: sexo, dinheiro, uma mulher ou homem etc.

  • Espiritualidade é relacionamento. Como você entende na tua compreensão de Cristão?

Espiritualidade é o meio para estreitarmos o nosso relacionamento com Deus. Quem tem um relacionamento sincero e verdadeiro procura agradar o seu amado e faz de tudo para não perder a confiança e o afeto do seu amado.

Devemos entender que Deus não é o nosso escravo ou é um ser dominado por nós. Mas devemos entender que o Senhor possui um amor eterno e incondicional por nós e que fez tudo e faz tudo para que possamos nos sentir amparados por seu amor e misericórdia. Tem uma passagem que diz que ele é “amor” e por amar-nos tanto deu-nos o seu filho que prontamente se ofereceu em holocausto para resgatar a identidade humana diante do Deus eterno. Formos comprados, resgatados do pecado pelo sangue precioso de Jesus o cordeiro santo de Deus.

Neste relacionamento devemos procurar honrar a Deus e estreitarmos a nossa relação por ele, por meio de uma espiritualidade consciente, sincera, genuína e perseverante. E temos a missão de sermos testemunhas vivas do amor Deus. O amor de Deus é genuíno e incondicional e devemos ter a ele uma grande consideração por tão grande amor.

Precisamos ser um diferencial no mundo e os mesmos sentimentos que havia em Jesus Cristo, deve haver em quem o segue. Ele é o nosso modelo de vida e devemos ser os seus imitadores e como uma esposa que ama e almeja o reencontro com o seu marido, devemos nos revestir dos adornos espirituais e das virtudes do Espírito Santo para agradar o nosso amado Senhor. E não podemos ter uma vida inerte, más devemos ir ao mundo e fazer discípulos e trabalhar em prol do reino de Yeshua.

Nossa vida não pode ser estéril. Mas devemos produzir frutos para honra e para a gloria de Deus. E devemos utilizar de todas as ferramentas espirituais para conhecer e nos aprofundar no amor que devemos ter nesta relação. Diz que quem ama cuida. Assim como devemos ter a certeza que o ele nos ama é imprescindível que eu me sinta amado e que a nossa vida seja um testemunho vivo deste amor.

Autor: Miss.Oliveira.

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PRÁTICAS MINISTERIAIS

Introdução:

  • Como você relaciona o curso de teologia com uma prática ministerial que exerce ou deseja exercer ao término do curso? Explique.

Quando eu era criança nasceu em mim um interesse muito grande pelas coisas de Deus. Frequentava a igreja católica e nesta instituição participava das atividades das comunidades eclesiais de base. Um desejo ardente nutria no meu ser uma árdua vontade de conhecer o Deus da bíblia. Era de costume no mês de setembro as escolas comemorarem o mês da bíblia e a cada final de semana uma era lido um passagem das escrituras.

Um fogo me consumia por dentro e confesso essas leituras e os feitos de Deus me fascinavam e eu queria também ser usado por ele como os profetas e os demais homens que foram instrumentos em suas mãos.

Como não tinha dinheiro para comprar um exemplar da bíblia li toda à enciclopédia bíblica da escola e durante muitos anos despertou em mim a vontade de consagrar a minha ao Senhor. Como não sabia por onde começar lutei vários anos para ser sacerdote, todavia não tinha estudos (antigo segundo grau) e alimentei essa ideia por longos anos, fazendo encontros vocacionais principalmente com os frades carmelitas aqui em São Paulo.

A leitura das escrituras também fez surgir uma vontade de anunciar o reino de Deus e buscar os dons dele como o da visão e da profecia. Essas coisas me ardiam no peito como um fogo abrasador.

A missão dos setenta discípulos:

Depois disso designou o Senhor outros setenta, e os enviou adiante de si, de dois em dois, a todas as cidades e lugares aonde ele havia de ir. E dizia-lhes: Na verdade, a seara é grande, mas os trabalhadores são poucos; rogai, pois, ao Senhor da seara que mande trabalhadores para a sua seara. Ide; eis que vos envio como cordeiros ao meio de lobos. Não leveis bolsa, nem alforje, nem alparcas; e a ninguém saudeis pelo caminho. Em qualquer casa em que entrardes, dizei primeiro: Paz seja com esta casa. E se ali houver um filho da paz, repousará sobre ele a vossa paz; e se não, voltará para vós. Ficai nessa casa, comendo e bebendo do que eles tiverem; pois digno é o trabalhador do seu salário. Não andeis de casa em casa.

Também, em qualquer cidade em que entrardes, e vos receberem, comei do que puserem diante de vós. Curai os enfermos que nela houver, e dize-lhes: É chegado a vós o reino de Deus. Mas em qualquer cidade em que entrardes, e vos não receberem, saindo pelas ruas, dizei: Até o pó da vossa cidade, que se nos pegou aos pés, sacudimos contra vós. Contudo, sabei isto: que o reino de Deus é chegado ( Lc 10,1-11).

Essa palavra da citação acima era para mim mandamento e passei boa parte da minha vida tentando arrumar uma maneira de servir melhor a Deus. Uma noite, depois de voltar de um encontro vocacional, tive um sonho em que via o “hábito carmelita” que tanto almejava e uma voz me dizia: “não te quero mais aqui…” Depois disso me interessei-me pelo mundo evangélico e aqui faço parte do corpo musical.

  • Como você relaciona o curso de teologia com uma prática ministerial que exerce ou deseja exercer ao término do curso? Explique.

Depois de uma longa caminhada os nossos sonhos vão sendo lapidados entre a realidade no seio das instituições e o genuíno desejo de servir a Deus e reconhecer aquele Deus histórico (do povo de Israel). Continuo amando e crendo nas sagradas escrituras e estou tendo muitas dificuldades de entender e me relacionar com essa igreja atual que em muitos aspectos não tem nada a ver com a bíblia e sinto uma carência espiritual profunda, pois sei que o Deus bíblico existe e não vejo as obras gloriosas que ele faz nas igrejas atuais.

Na igreja a qual participo almejava ser “ancião” ou ser líder espiritual ou o pastor local e isso foi divulgado pelo ministério da região mais faltou em mim qualificações e atributos como: dinheiro, uma boa residência para ser o postal da região e com uma boa ferrari na garagem para mostrar para a sociedade que sou abençoado por Deus.

Muitos sonhos são apenas sonhos quando se defrontam com a realidade em que vivemos e aquele desejo de menino tem que enfrentar o nepotismo, o materialismo e tantas otras mazelas.

O curso de teologia veio para me auxiliar a enxergar as coisas de um ângulo mais crítico e argumentativo. No início sentir raiva de ler e descobrir a nudez de muitas figuras como Davi, José do Egito e Salomão, pois possuía verdadeira veneração por esses personagens. Com o passar do tempo percebi que eles foram apenas homens falhos como qualquer um de nós. Mas Deus permaneceu fiel e suas obras são maravilhosas e só atestam que ele é santo e verdadeiro.

Já pensei em abrir uma congregação, todavia sinto-me anojado da grande distância que há entre os ensinamentos bíblicos e a igreja moderna. Também não tenho esperança de um dia ser reconhecido nesta instituição. Mas digamos que gostaria de ser um cristão melhor, alguém que saiba amar a Deus e respeitar o seu próximo e as demais religiões embora eu não concorde com tudo mais pelo menos possa manter um diálogo aberto, franco e respeitoso nas nossas diferenças.

Espero no final do curso ver no outro a imagem e a semelhança de Deus. E não me deixar dominar por pré-conceitos e ideologias sem tem uma fundamentação baseado em fatos. Quero é vencer a velha ignorância e pensar como os filósofos costumam dizer: que devemos ter uma atitude e uma reflexão filosófica e não devemos jamais achar que somos os donos da verdade, como é pregado nas nossas congregações que somos a “graça de Deus” que somos um: povo santo, especial e de boas obras e não achar que: Salus extra ecclesiam non est” e que os outros são nossos primos ou não tem o direito de servir a Deus.

  • Você entende que realmente é necessário ser vocacionado para exercer uma prática ministerial? Explique e justifique a sua resposta.

Sim. Certa vez estava em um encontro vocacional com os frades carmelitas e tivemos a oportunidade de assistir a um filme de um médico famoso que deixou todo o seu conforto e mudou para uma cidade do interior que não oferecia nada para ele. Ao chegar neste local se deparou com uma situação calamitosa e procurou ajudar essas pessoas sem querer ou esperar nada em troca.

Qualquer ministério que a pessoa for exercer é necessário que a pessoa tenha um chamado, ainda que esteja dentro de si como uma joia preciosa que é descoberta e é lapidado de acordo com a imaginação do ourives e o material que tem nas mãos. Ele saberá fazer os cortes e ajustes necessários para que a luz, ou seja, a preciosidade da matéria-prima possa reluzir o brilho que há no objeto.

Justificativa:

Uma pessoa para exercer um ministério é preciso ter o dom de Deus e habilidades que podem ser adquiridas. Há inúmeras pessoas que estão em lugares errados e estão lá devido o nepotismo, dinheiro ou outros interesses. Mas chamado não tem. Não tem vocação para tal função e só traz desgraças para a obra de Deus.

Antes Deus escolhia e mandava ungir, separar pessoas para uma missão. Hoje bem sabemos como são eleitos os membros do ministério. Desde quando a igreja se tornou institucionalizada perdeu na maioria das vezes a guia do Espírito Santo. Mas quando é guiada por Deus na escolha do corpo ministerial a obra floresce e logo vêm os bons frutos.

Quem é vocacionado e eleito por Deus ainda que passe inúmeras provações será vencedor em tudo. E se não for, terá Deus como o seu defensor.

Entretanto em nossos dias essa situação tem mudado no seio das nossas congregações é totalmente possível os não vocacionados prosperar em seus cargos por favoritismo, nepotismos e outros interesses e os vocacionados e eleitos por Deus virem a menos diante da sua congregação. Isto diante da irmandade, mas sabemos que Deus é uma espada reta e isso não funciona para Deus.

Autor: Miss.Oliveira.

I – Liderança,ações da igreja e capelania escolar

  • Na sua compreensão, quais as qualidades de liderança imprescindíveis para o exercício de uma prática ministerial? Justifique.

Penso que umas das qualidades de uma liderança imprescindíveis para o exercício de uma prática ministerial são:

  1. A humidade;
  2. Amor incondicional ao que faz;
  3. Relacionamento íntimo e profundo com Deus;
  4. Utilizar da guia e da direção do Espírito Santo nas tomadas de decisões;
  • A humildade:

O bom líder deve ter como princípio ético e cristão a humildade, aquela mesma que possuía em no mestre Yeshua. Lembremo-nos da passagem da santa ceia que descreve que:

Antes da festa da páscoa, sabendo Jesus que era chegada a sua hora de passar deste mundo para o Pai, e havendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim. Jesus, sabendo que o Pai lhe entregara tudo nas mãos, e que viera de Deus e para Deus voltava, levantou-se da ceia, tirou o manto e, tomando uma toalha, cingiu-se. Depois deitou água na bacia e começou a lavar os pés aos discípulos, e a enxugar-lhos com a toalha com que estava cingido. Ora, depois de lhes ter lavado os pés, tomou o manto, tornou a reclinar-se à mesa e perguntou-lhes: Entendeis o que vos tenho feito? Vos me chamais Mestre e Senhor; e dizeis bem, porque eu o sou.

Ora, se eu, o Senhor e Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns aos outros (Jo 13,1,3-5,14-15)

Em uma disciplina anterior, foi mencionado que “servo” em nos dias atuais é “título de nobreza”. Observemos o contexto desta citação: o Jesus é um ser verdadeiramente humano e divino. Igual ao ser humano em tudo exceto no pecado (erros). Deixou a sua gloria e voluntariamente aceitou vir a este mundo para resgatar as nossas almas do pecado e nele estava a plenitude da vida. Alguém que curaram enfermos, ressuscitou os mortos, que saciou multidões e que fez grandes feitos e agora se encontra ao redor de uma mesa em uma ceia. Levanta, tira o manto, pega uma toalha e lava os pés de um a um e enxuga com a toalha.

Quem de nós está preparado para repetir isso? Quem desce da sua posição de: pastor, de ancião, de papa, de abade ou qualquer outro título eclesiástico e lava os pés de uns aos outros. Poucos de nós estamos preparados para tal ato. Sim, pois o nosso ego e o nossa posição exige que muitas vezes não quebrarmos os protocolos que nos eleva ao pódio da posição que ocupamos.

Esse gesto de Cristo quebra qualquer arrogância ou qualquer outro justificava para que não busquemos a humildade do mestre. E uma observação: o líder espiritual deve buscar uma humildade verdadeira e não artificial, só para ser vistos pelos homens. Mas deve ser uma humildade que sai naturalmente dentro de si para aqueles que o cercam e é capaz de transformar vidas e até as hostes espirituais tenham respeito e ratificam esse atributo.

  • Amor incondicional ao que faz:

“Antes da festa da páscoa, sabendo Jesus que era chegada a sua hora de passar deste mundo para o Pai, e havendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim” (Jo 13,1).

O amor é a marca registrada para desempenhar qualquer tipo de trabalho. Embora fosse Jesus que havia escolhido os seus 12 apóstolos com certeza cada um tinha as suas particularidades (pontos fracos e pontos fortes).A liderança vai lidar com vários mundos diferentes e deverá possuir um amor incondicional pelo que está fazendo.

Certa vez estava assistindo uma pregação de uma pastora no Gideões e enquanto ela pregava a mensagem mencionou algo muito sério e importante: “podemos observar que hoje muitos pastores e a igreja estão preocupados com a entrada das multidões nas congregações, ou seja, os novos que estão chegando e não quer dar assistência aos que já estava há muitos anos e com isso a evasão de membros…”.

Na mesma passagem dos lava pés podemos destacar a preocupação dele: “… sabendo que o Pai lhe entregara tudo nas mãos…”, ou seja: temos uma missão que é colocada em nossas mãos e Yeshua é enfático ao dizer que o pai havia colocado tudo em suas mãos. Neste pensamento temos que entender tem uma missão a cumprir ao desempenhar o nosso papel. E pedir ao Senhor a guia e a direção para exercer o amor.

Nas traduções mais antigas o “Amor” era traduzido como amor e não como “Caridade” como vemos a epistola de Paulo aos Coríntios (1 Cor 13,1-13).O amor tem que refletir como nesta inspiração do apostolo. Sem amor não é possível liderar e os frutos não vão aparecer.

  • Relacionamento íntimo e profundo com Deus:

Somente em Deus está toda a sabedoria. E devemos ter um relacionamento íntimo e profundo com ele. Devemos buscar uma espiritualidade e não uma religiosidade vazia. Devemos observar o exemplo do líder Moisés que possui esses atributos com o Senhor e por inúmeras vezes intercedeu pelo povo, quando ele queria destruir o povo por rebeldia.

É preciso buscar essas ferramentas, pois o líder às vezes exercerá a função e atribuições de:

  1. Pai,
  2. Mãe,
  3. Psicólogo nas orientações;
  4. Irmão;
  5. Terapeuta;
  6. Oferecerá o ombro para consolo e pranto,
  7. Enfim terá nas mãos um cajado para conduzir e delegar tarefas, em como terá um tesoura para cortar o excesso da lã, um balde para colher as lágrimas e um lenço para consolar e enxugar os pratos.
  • Utilizar da guia e da direção do Espírito Santo nas tomadas de decisões:

O ministério que a liderança não busca esse direcionador, não é Deus quem governa mas sim apenas as nossas vontades e anseios carnais.

Devemos levar em conta que ainda que a liderança possa receber algum título eclesiástico e receba todo o suporte do corpo ministerial, devemos ter em mente o seguinte: o povo de Deus tem um dono e quem é o dono deste povo ou da obra em si deve e é o Senhor. E tem muita liderança se sentindo e agindo como tal.

Sinceramente vejo muitas igrejas cristãs em todas as esquinas, todavia percebo que muitos líderes por não agregar e buscar a guia e a direção do Espírito Santo nas tomadas de decisões perderam o poder do Espírito Santo.

Sou fascinado pelos profetas que tinha a autoridade de Deus. E se um dia fosse eleito e usado pelo Senhor para dirigir uma congregação faria aquela pergunta que foi feita o Senhor: “O Senhor irá conosco? E ele responde: não pessoalmente mais a minha presença e o meu anjo irá contigo Moisés”.

Penso que um líder deve obter e agir dentro da autoridade do Espírito santo para:

  1. Pregar;
  2. Para profetizar;
  3. Para expulsar os demônios;
  4. Para curar;
  5. Para abençoar e para amaldiçoar também;

Enfim, agir com a autoridade de Deus. Quando aquela mulher procurou a Eliseu para que os seus filhos fossem levados escravos pelo credor, Deus utilizando do profeta fez aquela obra que conhecemos.

Pedro e Paulo na autoridade do Espírito Santo disse àquele homem na porta do templo: “não temos oro e nem prata mas o temos em nome de Jesus de Nazaré, levanta e anda”.

Tem muita liderança sem o poder e a autoridade de Deus. Profetiza, ver e anda falando aquilo que Deus não mandou. E por vezes anunciam um Deus morto, incapaz de transformar vidas e operar maravilhas. O líder deve buscar os dons de Deus e para poder ser revestido do poder do alto.

  • Fale sobre o seu sentimento pessoal para o exercício do ministério pastoral diante das qualidades exigidas? Ainda, na sua opinião, estas qualidades são consideradas pelas igrejas para escolha de pastor na atualidade?
  • Fale sobre o seu sentimento pessoal para o exercício do ministério pastoral diante das qualidades exigidas?

 Isso é uma provocação! Estamos vivendo em tempos de profunda apostasia. As qualidades atuais são:

  • Ter dinheiro;
  • Casas confortáveis;
  • Títulos: médico, juiz, advogado etc…
  • Um bom emprego ou ser empresário de sucesso;
  • Ser parente de alguém conhecido no ministério;
  • Ter uns bons carros;
  • Ocupar posições de destaque;
  • Ser arrogante;
  • Possuir uma falsa humildade;
  • Perdoar artificialmente;
  • Não ser espiritual ou encrenqueiro;
  • Ser falso e omisso;
  • Aprender a mentir e ser dissimulado;
  • Concordar com as coisas erradas sem questionar se estão cometendo injustiças;
  • Gostar de rodinhas e de panelinhas;
  • Não é necessário ter vocação ou chamado de Deus;
  • Aprender a enganar;
  • Jamais assumir os seus erros;

Se as qualificações descritas na palavra fossem levadas a sério, não seria possível chegar o fim dos tempos e a volta eminente do Senhor Jesus. Sim, pois a profecia é clara que por aumentar a iniquidade o “amor de muitos” iriam esfriar. O resultado são igrejas geladas e que estão combatendo aqueles que almejam em servir a Deus e a perseguição não é externo no momento mais interna.

E por todos os lados ouvimos escândalos que deixam quem realmente quer servir a Deus, implorando para fim a sua carreira neste mundo. Há casos de lideranças envolvidas em todo o tipo de coisa como: enriquecimento ilícito, estupros de membros, roubo e furto qualificado no patrimônio da própria organização etc. Pessoas que só são crentes (líderes) dentro da igreja e vamos observar bem se são mesmo e querem se dar bem a qualquer custo.

  • Ainda, em sua opinião, estas qualidades são consideradas pelas igrejas para escolha de pastor na atualidade?

Não. São considerados tudo o que já foi mencionado e um pouco mais.

Justificativa:

Estamos vivendo um período em que o materialismo sobrepõe o espiritual. Muitas igrejas são no sentido mais estrito da palavra, apenas empresas da fé e não tem nada a ver com o projeto de Deus.

Estão combatendo as pessoas que querem servir a Deus. Até mesmo onde estou a liberdade do povo de Deus e de muitos líderes, a saber: anciães, cooperadores e diáconos estão sendo perseguidos e muitos estão perdendo a liberdade eclesial por tentar pregar e viver conforme a vontade de Deus. E isso é interno. É mais fácil alguém escolhido pelo homem ter sucesso perante eles do que um espiritual escolhido por Deus.

A escolha atual na maioria das vezes não é segundo a vontade do Senhor, mas conforme os objetivos da igreja, que por vezes é material. Seria conforme ocorreu quando Samuel foi ungir a daqui, só que o quem prevalece não esta sendo a vontade de Deus, que é ungir a Davi. Mas são observadas as capacitações dos outros seus irmãos e Davi não serve para o cargo e seus atributos são desprezados.

  • Em sua opinião, quais são as ações da igreja que podem evitar ou diminuir essa população em situação de risco?

As igrejas poderiam promover ações com programas totalmente voltados para esse trabalho e criar nos seus estatutos ministérios (cargos) que valorizem e dão maior ênfase a essa atividade.

Podemos citar as seguintes ações:

  • Evangelização de rua;
  • Centro de estudos: bíblicos e de cursos de capacitação profissional, musical etc.
  • Convênio com psicólogos e outros profissionais para a recuperação e assistência ao menor;
  • Oferecer ajuda aos pais e crianças;
  • Combater a fome por meio de restaurantes que ofereçam café da manhã, almoço ou janta aos assistidos.
  • Combater o desemprego por meio de oficinas profissionalizantes.

Fonte de recursos:

 Para de roubar os fieis para enriquecimento dos seus lideres e aplicar os recursos que em prol do social e vez de querer só construir templos faraônicos para competir entre as outras e aumentar os seus cofres.

  • Fale sobre o que foi relevante para sua prática ministerial? Por quê?

Em relação ao tema em questão é muito interessante, todavia ainda não aprendi nada sobre libras embora tenha interesse em aprender. Não sei me comunicar com eles e me sinto perdido e sem ação com eles por não conhecer a sua linguagem.

Enfim, penso que as igrejas e as empresas do terceiro setor e o governo deveriam colocar libras no currículo escolar. Vejo pouco incentivo de todos os lados.

  •  Escreva sobre o que considera essencial na pessoa do capelão escolar e do trabalho a ser desenvolvido.

É essencial que ele seja uma pessoa que tenha princípios éticos e morais que permita agir com uma boa conduta e postura firme, que transmita confiabilidade, segurança e confidencialidade e que esteja preparado para lidar com as diversas situações que podem ser acadêmicas ou afetivas.

Nem sempre ele será aquele que no desenvolvimento dos trabalhos vai resolver os problemas, mas será o staff que dará uma assessoria entre as partes envolvidas e nas áreas que abrange o seu trabalho.

  • Em sua opinião, qual a parte mais desafiadora para uma excelente prática ministerial no trabalho de capelania hospitalar.

Penso que o maior desafio e seria ajudar as pessoas sem se deixar afetar pelas diversas situações. Tive a oportunidade de trabalhar 1,6 anos em um hospital e ficava na emergência. Todos os dias lidavam com os diversos tipos de situação:

a) pessoas morrendo e tínhamos que ter uma postura com os entes do falecido;

b)pessoas saindo felizes depois de dias e meses internada e durante o processo tínhamos que lidar com a aflição da família.

Enfim cada situação precisava de um tipo de postura e assim desvendei que é mito dizer que os médicos, os enfermeiros e demais colaboradores de um hospital são “frios”. Ocorre que eles não se deixam afetar por nada e essa creio que deve ser uma posição desafiadora para exercer a capelania hospitalar. A pessoa irá lidar com inúmeras situações e por isso deve esta revestida do poder de Deus e assim lutar contra as hostes espirituais da maldade.

Também observei que hospital é um local muito carregado espiritualmente, pior do que cemitério. É como se tivesse uma nuvem densa que cobre o local e como é um local que é uma passagem ou um portão entre a vida e a morte talvez seja por isso que se a pessoa tentar ser espiritual vai perceber e sentir muitas vibrações negativas e positivas nestes locais.

Autor: Miss.Oliveira.

 

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